Achei a ideia interessante, principalmente pensando em IA e ferramentas automatizadas.
Mas lendo o post, confesso que fiquei com um certo receio da mensagem que ele passa. Para quem já trabalha há algum tempo com Java, interpretar stack traces acaba virando quase algo natural. Você aprende rapidamente onde olhar, o que ignorar e, principalmente, quando aquele "ruído" do framework na verdade é justamente a pista que faltava.
Já perdi as contas de quantas vezes detalhes em proxies, reflection, wrappers ou no encadeamento das exceções eram exatamente o que explicava o problema.
Por isso, não vejo stack traces tradicionais como algo "quebrado" para humanos. O problema que você está resolvendo, na minha visão, parece estar muito mais do lado de ferramentas automatizadas. Para uma IA, todas aquelas linhas realmente viram custo, contexto e dificuldade de análise.
Inclusive, acho essa direção bastante interessante. Estamos começando a entrar em uma era em que logs, traces e exceções não são consumidos apenas por pessoas, mas também por agentes e sistemas automatizados. Ter uma representação mais estruturada para esse cenário faz bastante sentido.
Só tomaria cuidado para não transmitir a ideia de que as outras 57 linhas "não importam". Em sistemas mais complexos, muitas vezes é justamente nelas que mora o problema.
Talvez o maior valor do Stacktale não seja simplificar o debugging humano, mas criar uma forma mais semântica e estruturada de representar falhas para consumo automatizado. Para mim, esse posicionamento torna o projeto ainda mais interessante.
exemplo simples é em plataformas como lovable e esse geradores de sites/aplicações completas porque quando algo falha normalmente ele já tenta resolver mas para ele resolver ele precisa entender o error. e ao contrário de nós que já temos memória muscular para saber exatamente qual linha temos que ler para saber o que querermos a IA tem que analisar o error como um todo.