5

Vários vídeos chegam até mim diariamente incentivando as pessoas a desativaram certas funções de seus sistemas ( incluindo o Windows Defender ) ou voltar a versões anteriores que supostamente "deixariam nossas máquinas mais potentes ou, de certa forma, mais seguras.

Porem, pouco se é entregue conteúdos de como essas ações são prejudiciais para a saúde de nossas máquinas e a segurança de nós usuários. Conteúdos como esse está sofrendo uma ofuscação ridícula pela Internet, mesmo sendo extremamente relevante, o que nos faz relembrar todos de investigar profundamente cada informação que chega em nossas telas.

Contudo, eu gostaria de saber se, além dos métodos fantásticos demonstrados nessa publicação e do óbvio tomar cuidado com o conteúdo que acessamos, existiria algumas ações que poderíamos tomar para deixar nossas máquinas menos vulneráveis. Algumas ferramentas além do Windows Defender, antivírus, algum sistema operacional considerado mais lucrativo em questão de segurança ou funções pouco conhecidas que já vêm em nossas máquinas, porém, desativadas ou que poderíamos adicionar? Mesmo que ajam apenas como uma prevenção menor em relação ao resto.

Carregando publicação patrocinada...
2

Excelente pergunta. O conteúdo que incentiva desativar o Defender (ou voltar a versões antigas “mais leves”) é realmente perigoso e bem mais comum do que o conteúdo responsável sobre o tema.

Além dos pontos já citados na publicação e do básico de higiene digital (não baixar qualquer coisa, não clicar em links suspeitos etc.), aqui vão algumas ações práticas e realistas que ajudam a reduzir a superfície de ataque:

1. Recursos nativos do Windows que muita gente deixa desativados

  • Acesso a pastas controladas (Controlled Folder Access) → boa proteção contra ransomware.
  • Integridade da memória (Memory Integrity / HVCI) → Segurança do Windows → Segurança do dispositivo → Isolamento do núcleo.
  • SmartScreen ativado tanto no sistema quanto no navegador.
  • Firewall do Windows sempre ativo (e, se possível, com regras mais restritivas para conexões de saída).
  • BitLocker (ou Criptografia de dispositivo) → criptografa o disco inteiro.
  • Usar conta padrão no dia a dia (não administrador) + UAC no nível recomendado.

2. Camadas extras gratuitas ou de baixo custo

  • Manter o Microsoft Defender atualizado, com proteção em tempo real, proteção na nuvem e envio automático de amostras.
  • uBlock Origin + navegador atualizado (LibreWolf, Firefox e similares costumam ser mais seguros que o Chrome em alguns cenários).
  • DNS filtrado (Quad9, NextDNS ou Cloudflare for Families) → bloqueia muitos domínios maliciosos na origem.
  • Bitdefender, Malwarebytes e Kaspersky (nas versões gratuita ou paga) podem ser utilizados como ferramentas complementares de segunda opinião.
  • Gerenciador de senhas (Bitwarden é excelente e gratuito) + autenticação em dois fatores em tudo que for importante.

3. Sobre sistema operacional “mais seguro”

Linux (especialmente Fedora, openSUSE ou Ubuntu com AppArmor/SELinux) costuma ter superfície de ataque menor para o usuário doméstico médio, principalmente por:

  • Menos malware focado nele
  • Modelo de permissões mais restritivo por padrão
  • Atualizações de segurança geralmente mais rápidas

Ainda assim, a maior vulnerabilidade continua sendo o usuário. Trocar de sistema operacional sem mudar o comportamento (mindset) resolve muito pouco.

Lembrando: não existe segurança absoluta. Todos os softwares e sistemas operacionais estão sujeitos a falhas.

4. Outras práticas de alto impacto

  • Atualizações automáticas sempre ativas (Windows, drivers e programas).
  • Backup 3-2-1 (local + externo + nuvem).
  • Evite executar arquivos .exe ou scripts de fontes duvidosas. Quando quiser testar algo, utilize plataformas de análise de malware, como tria.ge, ANY.RUN e similares.
  • Desativar macros em documentos Office por padrão.

Resumo: o Defender bem configurado + as proteções nativas acima + comportamento cuidadoso já colocam a maioria das pessoas em um nível de segurança bem acima da média. Ferramentas pagas (Bitdefender, ESET, Kaspersky etc.) adicionam camadas extras, mas não substituem o básico bem feito.

O mais importante continua sendo o que você já apontou: questionar todo conteúdo que chega na tela, especialmente os que prometem “deixar o PC mais rápido desativando proteção”.

E por último, não menos importante: cuidado com desinformações sobre o Windows.
https://www.baboo.com.br/desinformacao/