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Questionamento sobre Mobile First

Eu entendo o pensamento mais pragmático a respeito de mobile first em se tratando de dar prioridade máxima à exibição do layout em telas menores afinal hoje em dia a maior parte dos acessos são através delas. Mas... faço um questionamento: criar uma interface para uma tela menor e depois ir ajustando essa interface para telas maiores é mesmo tão viável como fazem parecer que é?

Eu particularmente acho muito melhor começar pela maior resolução possível e ir ocultando e modificando os elementos de acordo com os breakpoints. Por experiência eu digo que partindo do menor é muito mais difícil de se pensar no "esqueleto" ideal para comportar todas as resoluções.

Gostaria de saber se sou só eu que tenho essa indagação, ou se eu a tenho porque não entendi o princípio do mobile first direito...

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tente pegar um site feito da forma antiga, clássica, e o transforme adaptado pra celular. você verá quão ingrata é essa tarefa. se fosse mais fácil, a internet já teria se tornado em sua maioria páginas adaptadas pra celular.

quando você desenha algo para telas menores primeiro, sua mente é forçada a manter o essencial. é um exercício muito salutar.

o simples se torna complexo mais facilmente que o complexo se torna simples.

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Obrigado pela resposta, entendi exatamente o seu ponto.

Para mim mobile first é: o layout mobile NÃO deve ser uma mera simplificação do desktop, ele deve ser pensado para oferecer a melhor experiência e se possível for, que ele seja a melhor versão da aplicação.

A conclusão que tenho é de que não importa muito se o dev escreve do pequeno para o grande ou virse versa, contando que chegue no resultado.

Mas dito tudo isso, eu ainda prefiro começar pelo maior, tive uma péssima experiência começando pelo menor recentemente e ainda não superei... rsrs

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Eu peço desculpas se fiz entender que o mobile-first é uma mera simplificação do desktop. De fato, é muito reducionismo. É preciso considerar o problema, os atores que acessarão a aplicação e os contextos mais comuns de trabalho de cada um deles. É bem provável que uma funcionalidade que será usada em um aplicativo de delivery por um motoqueiro tenha recursos desenhados sob medida para sua tarefa. Recursos esses que farão pouco sentido se forem usados diante de um desktop.

O conceito mobile-first é, sobretudo, chegar a custo reduzido de desenvolvimento, pois geralmente está associado a design responsivo: um único código de front-end que se adapta a uma grande gama de dispositivos. Se você tem tempo, dinheiro, equipe, é possível que você nem adote design resposivo, e prefira desenvolver nativamente para cada plataforma, ou usar design adaptativo, que entrega diferentes versões de front-end web com base no navegador que requisitou. Essas abordagens que contrastam com design responsivo jogam pro alto o conceito de mobile-first, pois com mais tempo e dinheiro você consegue sempre entregar a melhor experiência para cada dispositivo.

Se você consegue entregar via design responsivo experiências minimamente competentes para a sua aplicação, você tem o melhor dos mundos: custo e boa experiência. A maioria das abordagens usam design responsivo não só pelo custo, mas também pelo crescente uso geral de dispositivos móveis em detrimento de desktop.

Como eu disse, cada caso é um caso e é preciso avaliar com lupa. Aliás fiquei muito curioso com o seu relato de experiência traumática com o uso de mobile-first e gostaria de saber mais, se você se sentir confortável. Eu ainda insisto que, se você seguir desktop-first de maneira consistente em sua carreira em uma variedade de aplicações, estará gastando mais energia do que se usasse mobile-first. É como se você andasse sempre com o freio de mão do carro puxado porque certa vez teve uma experiência de ausência de freios em uma serra, rs...

Beijo na alma.

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Recentemente no escritório, teve uma discussão com o mesmo tema, onde uma pessoa defendia o mobile first e outros diziam o oposto, dentro dessa discussão eu apenas observei, porem também já tendo o meu lado (começar com o máximo de informação e adaptá-las/escondê-las a medida que a tela fosse ficando menor) porem, comecei a perceber que a pauta no fim dos contras se tornou, "quem faz o oposto ta fazendo errado".

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Ai é que mora o perigo: "é assim porque é assim e se não fizer assim tá errado".

Recentemente me eventurei em faze um projeto seguindo ao pé da letra o "mobile first" e só passei raiva tendo que colocar container dentro de container pra poder chegar no resultado esperado pro desktop.

Acho que "mobile first" ao pé da letra fazia sentido no contexto em que a web estava no momento da criação desse termo.

Hoje em dia, acho que o significado estratégico do mobile first é mais valioso do que o prático.