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Estou tentando uma abordagem parecida, mas com uma camada extra: em dezembro, iniciei a escrita de um manifesto sobre a Arquitetura Cristalina (Tekt).

A ideia central é que, para a IA atuar como um colega de trabalho eficiente, o código precisa ser estruturalmente previsível. Não basta dar acesso aos arquivos; o sistema precisa de regras que o agente consiga validar de forma literal.

Minha prática foca nestes pontos:

  • Fronteiras Rígidas: O código é dividido em camadas estritas (Core, Shell, Infra, Wiring). A IA sabe exatamente onde cada lógica deve ser escrita, pois o manifesto proíbe a mistura de responsabilidades.

  • Validação Automática: utilizo um linter de arquitetura (tekt-linter) que valida se o agente respeita essas divisões. Se a IA tentar vazar lógica do Core para a Infra, o erro é detectado no momento da escrita.

  • ADRs (Architecture Decision Records): registra as decisões técnicas para fornecer o contexto do "porquê". Isso impede que a IA sugira soluções que conflitem com a estratégia de longo prazo.

Nesse modelo, o desenvolvedor atua como um gestor de regras e arquitetura. Você deixa de ser o "digitador" para ser o guardião da estrutura que permite a autonomia da IA.

Ainda é uma proposição em teste. Estou tentando provar essa tese por meio da refatoração do projeto Typst, movendo a lógica complexa do compilador para esse modelo cristalino.

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