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Temos IA para todos? acredito que não.

Pessoalmente, gosto bastante de história e, olhando para o passado, aprendi que não dá para confiar no homem. Digo isso porque não acredito em contos de fadas e sei que opiniões, acordos e objetivos mudam com frequência, especialmente quando mexem no bolso.

Se você tem acompanhado as notícias de tecnologia e mercado, já deve estar por dentro do aumento nos preços de eletrônicos. Um dos grandes motivos é que empresas de IA estão comprando direto das fábricas, e é mais lucrativo para elas vender diretamente para essas empresas. O que antes parecia exagero — empresas pagando bilhões umas às outras, que depois fazem acordos com terceiros — talvez revele algo que está por vir.

A realidade é que qualquer empresa que hoje dependa de IA, ou que tenha seu negócio baseado nessa tecnologia, está nas mãos de corporações que não necessariamente buscam lucro, mas podem, a qualquer momento, bloquear o acesso, criando monopólios de hardware e software. Isso já acontece há algum tempo com empresas como Apple, Meta e Microsoft. Uma tecnologia tão cara sendo liberada gratuitamente, sem retorno financeiro imediato, é estranha, e acredito que é apenas uma questão de tempo até que governos ou empresas imponham limitações.

Atualmente, estamos em um novo estágio da IA: um ambiente conflituoso, quase uma guerra. Historicamente, sabemos o quanto guerras podem ser custosas, e frequentemente todos os recursos são direcionados para elas, gerando escassez no mercado. Desde que o mundo é mundo, sempre houve conflitos, e uma das estratégias em tempos de guerra pode ser derrubar servidores de IA ou a internet — o que já começou a acontecer.

A conta da IA não fecha, e isso não é novidade. Podemos enfrentar uma grande crise tecnológica no brasil, já que não temos capacidade de produzir componentes nem desenvolver uma IA competitiva com o mercado, e grande parte dos softwares que usamos vem do exterior. Um exemplo claro é o WhatsApp: se, por qualquer motivo, fosse bloqueado no Brasil por interesse econômico ou político, muitos negócios seriam paralisados. Já vimos, em poucas horas de instabilidade, empresas perderem muito dinheiro.

Componentes eletrônicos estão cada vez mais caros, e os custos aumentam, enquanto ficamos mais dependentes do mercado externo. Isso levanta a questão: quão seguros estamos?

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