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Do 486 ao DirectX: Como a curiosidade me apresentou à tecnologia.

Minha Jornada na Tecnologia: Do 486 ao Entusiasmo por Dev

Esse será um relato pessoal de como surgiu meu interesse e paixão por desenvolvimento, um pouco das minhas frustrações e dificuldades também. O intuito é apenas compartilhar minha jornada e, quem sabe, conhecer pessoas que passam ou passaram pelas mesmas coisas. Afinal, nenhum homem é uma ilha... seja lá o que isso significar 😅.

O Contexto e os Primeiros Contatos

Vamos ao contexto: tenho 33 anos, logo, sou dos anos 90, especificamente 92 — para vocês não terem que abrir a calculadora 😉. Outro fato sobre mim é que não sei precisar datas, anos em que acontecimentos ocorreram e nem minha idade na época...sim, isso me preocupa um pouco. Então, meu relato não vai ter "quando tinha 5 anos" ou "no ano X" 😂.

Continuando, não sou da geração que já nasceu com acesso à tecnologia. Meu primeiro contato com um computador foi com um 486 que era do meu avô. Com "contato", quero dizer ver um, não usar. Desde pequeno, tinha uma ligação e facilidade com a tecnologia. Certa vez, em um shopping da cidade, havia alguns Nintendo 64 com cartuchos de Game Boy rodando naqueles adaptadores do controle. Mesmo com minha pouca idade, sem ter contato com jogos ou saber inglês, passei a ajudar as crianças que não entendiam o que fazer. Lembro que todos estavam rodando Pokémon...

O Computador do Vovô e o Desafio do Disquete

Mais tarde, alguns anos depois, aquele computador velho do meu avô (materno) veio a ser meu (da minha mãe), mas estava na minha casa. Na época, o computador não tinha muitas utilidades — talvez até tivesse para certos fins, mas não para uma criança. Internet apenas discada de madrugada, jogos apenas do próprio Windows... O Paint era onde a maior parte do tempo era passado, sendo dividido com observar os tubos da proteção de tela cruzarem o monitor.

Meu primo, mais velho que eu e com mais acesso, já tinha um computador e, por ter mais idade e mais tempo de acesso, já rodava jogos em emulador de Game Boy. Certa vez, gravou um disquete com Pokémon Amarelo e o emulador (obs: nunca fomos próximos, esse fato deve fazer parte de uma das 5 vezes que fui na casa dele). Porém, chegando em casa, minhas esperanças foram frustradas. Ao arrastar o jogo para o emulador, aparecia um erro: um símbolo de X e uma mensagem toda em inglês... Fiquei frustrado, triste.

Meu pai, que apesar de pobre sempre queria que eu tivesse tudo do bom e do melhor (meu avô paterno foi dono de loja e na juventude do meu pai não faltou nada, mas a vida não seguiu assim para ele: golpe de governo, mudança da moeda, etc.), vendo minha chateação, chamou um conhecido da rua que "entendia" de computador 👨‍💻. Ele tentou, tentou e não sabia o que fazer para que o jogo funcionasse.

A Primeira Vitória: O DirectX

A certa altura, eu fiquei prestando atenção na mensagem de erro com aquele símbolo de X e, mesmo sem saber inglês, percebi que a mensagem destacava, por duas vezes, algo chamado "DirectX". Sim, meus amigos! Daí, quando o "técnico" foi embora e a noite caiu para que eu pudesse acessar a internet discada, passei a procurar o tal DirectX na internet para baixar. Pois, se falta algo, na minha cabeça era só baixar 🤷‍♂️.

Por incrível que pareça, eu consegui baixar alguma versão mais recente que o emulador precisava para rodar o jogo, e foi então, enfim, que consegui jogar o tal Pokémon! Fiquei impressionado, feliz e com aquela sensação de resolver algo!

Aprendizado e a Era Ragnarok

Logo quando um pouco mais velho, minha mãe me inscreveu em cursos de verão na Estácio; cursos gratuitos onde pude aprender um pouco mais sobre computadores, criação de site, abrir um bloco de notas e nomeá-lo como .html e ver nascer uma página de internet. Me impressionou muito. Depois, fiz cursos na Microlins de montagem, manutenção e redes. Assim, meus conhecimentos foram crescendo, mas, ao mesmo tempo, sempre fui curioso e não parava de buscar informações.

Na adolescência, já cursando o 1° ano em um colégio público, comecei a jogar Ragnarok em um servidor não oficial (Evolution RO). Fiz alguns amigos, o pessoal do colégio jogava, e conheci um ADM que me deu itens. Foi aí que pensei: "se eu tiver um servidor, posso ter todos os itens" 🤑.

Então, eu digo que minha jornada começou aí. Foi assim que tive meu primeiro contato com programação, com banco de dados SQL e JSON. Coisas que eu não entendia, como comentar linhas com #... Um mundo novo se abriu. Era incrível fazer qualquer coisa funcionar; era frustrante não entender; era terrível não ter conteúdos em português, nem espanhol, nada... Tudo era em inglês, o que, de certa forma, fez com que eu aprendesse muito, mas com muito sacrifício. Nunca cheguei a ter um servidor de Ragnarok.

Evolução e Perspectiva Atual

Minha mãe faleceu nessa época. Os itens que eu tinha no jogo eu vendia para os meus amigos; virei um mercador na vida real... Mas foi a partir disso que só fui evoluindo em conhecimento e em minhas buscas por tecnologias, linguagens, etc.

Eu, hoje, não me considero um desenvolvedor; me considero um entusiasta com bastante conhecimento em várias áreas. Percorro um pouco de tudo: UX, UI, designer, programação, automações, etc. Eu não consegui terminar a formação de ADS, então não sou formado, mas sou apaixonado pela área.

Bom, é isso... Essa é um pouco da minha história. Creio que muitos têm experiências parecidas. Se você teve paciência de ler até aqui, obrigado! Sempre estou por aqui lendo e hoje resolvi contribuir como posso.

Um abraço a todos...

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