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CONHEÇA A HISTÓRIA DO HACKER CEGO!

Conheça o Hacker Cego

Minha trajetória na segurança cibernética, acessibilidade e tecnologia

Meu nome é Juan Mathews Rebello Santos, mas muitas pessoas me conhecem hoje como “o hacker cego”. Esse apelido não surgiu por acaso. Ele representa minha história, minha trajetória dentro da tecnologia e principalmente a forma como aprendi a transformar limitações em ferramentas para construir algo muito maior.

Nasci prematuro e perdi completamente a visão ainda muito novo, após complicações relacionadas à catarata. Desde cedo precisei aprender a enxergar o mundo de uma maneira diferente. Enquanto muitas pessoas viam apenas uma deficiência, eu comecei a descobrir que poderia utilizar a tecnologia como extensão da minha própria liberdade.

Foi através do computador que encontrei independência.


Meu primeiro contato com tecnologia

Meu primeiro contato real com informática aconteceu utilizando tecnologias assistivas como o DOSVOX:
https://intervox.nce.ufrj.br/dosvox

Posteriormente comecei a utilizar leitores de tela mais avançados como o NVDA:
https://www.nvaccess.org

No começo tudo parecia extremamente complexo. A maioria dos softwares não era pensada para pessoas cegas. Interfaces gráficas eram inacessíveis, documentação era limitada e praticamente ninguém acreditava que uma pessoa sem visão pudesse atuar profissionalmente na área de tecnologia.

Mesmo assim, eu continuei.

Passei anos aprendendo sozinho. Enquanto muitas pessoas utilizavam interfaces visuais, eu precisava memorizar estruturas inteiras de sistemas apenas ouvindo sintetizadores de voz extremamente rápidos. Isso acabou desenvolvendo em mim uma percepção muito diferente sobre sistemas operacionais, redes, programação e segurança digital.

Aprendi Linux praticamente ouvindo terminal.
Aprendi redes interpretando logs.
Aprendi programação imaginando estruturas mentalmente.

Enquanto algumas pessoas decoravam interfaces gráficas, eu aprendia o funcionamento real das coisas.

E foi exatamente isso que me levou para a segurança cibernética.


Como comecei na segurança cibernética

Minha entrada na cibersegurança aconteceu através da curiosidade.

Eu queria entender como sistemas funcionavam por trás das telas.
Queria entender protocolos.
Servidores.
Vulnerabilidades.
Exploração.
Infraestrutura.
Automação.

Comecei estudando Linux de forma intensa, principalmente ambientes Debian, Ubuntu e Kali Linux.

Passei a mergulhar em áreas como:

  • Redes
  • Segurança ofensiva
  • Pentest
  • Engenharia social
  • Infraestrutura
  • Active Directory
  • Cloud Computing
  • Hardening
  • DevSecOps
  • SIEM
  • SOC
  • Análise de vulnerabilidades
  • Exploração de falhas
  • APIs
  • Containers
  • Blockchain
  • Automação
  • Inteligência artificial aplicada à segurança

Com o tempo percebi que a segurança ofensiva exigia muito mais lógica do que visão.

Muitos processos acontecem diretamente no terminal.
Grande parte da análise pode ser feita através de texto.
Logs.
Pacotes.
Headers.
Respostas HTTP.
Estruturas de rede.
Payloads.

Foi nesse momento que comecei a perceber que eu realmente poderia atuar profissionalmente na área.


O nascimento do “Hacker Cego”

Com o tempo comecei a compartilhar minha trajetória online.

As pessoas ficaram impressionadas ao ver alguém utilizando Kali Linux, realizando análises de vulnerabilidades, trabalhando com servidores e automações mesmo sendo completamente cego.

Muitos achavam impossível.

Foi aí que comecei a ser conhecido como “o hacker cego”.

O nome acabou se tornando parte da minha identidade dentro da comunidade de tecnologia e segurança cibernética.

Mas para mim isso nunca foi apenas sobre ser cego.

Sempre foi sobre mostrar que acessibilidade e tecnologia podem coexistir.

Hoje compartilho parte dessa trajetória no meu canal:
https://youtube.com/@ohackercego


Minha formação em Defesa Cibernética

Um dos momentos mais importantes da minha trajetória foi minha formação em Defesa Cibernética e Segurança da Informação.

Isso representou muito mais do que um diploma.

Representou provar para o mercado que uma pessoa cega poderia atuar em uma das áreas mais técnicas e complexas da tecnologia moderna.

Durante minha formação estudei profundamente:

  • Segurança ofensiva
  • Segurança defensiva
  • Infraestrutura
  • Resposta a incidentes
  • Gestão de riscos
  • Vulnerability Assessment
  • Redes
  • Cloud Security
  • LGPD
  • ISO 27001
  • Governança
  • Criptografia
  • Hardening
  • Segurança de aplicações
  • OWASP
  • Monitoramento
  • Threat Intelligence

Além disso, comecei a conquistar diversas certificações internacionais relacionadas à segurança cibernética.

Meu LinkedIn profissional:
https://www.linkedin.com/in/juan-mathews-rebello-santos-


Meu registro no NVD e reconhecimento internacional

Um dos maiores marcos da minha carreira foi me tornar o primeiro deficiente visual brasileiro a registrar oficialmente uma vulnerabilidade no NVD (National Vulnerability Database), banco de vulnerabilidades mantido pelo governo dos Estados Unidos.

NVD Oficial:
https://nvd.nist.gov

Esse momento teve um significado enorme para mim.

Porque não era apenas um reconhecimento técnico.

Era a prova de que acessibilidade não impede ninguém de produzir pesquisa de segurança de alto nível.

A partir desse momento comecei a ganhar reconhecimento dentro da comunidade de segurança ofensiva e análise de vulnerabilidades.


BNVD — Banco Nacional de Vulnerabilidades Digitais

Um dos projetos mais importantes que já criei foi o BNVD — Banco Nacional de Vulnerabilidades Digitais.

Site oficial:
https://bnvd.com.br

A ideia surgiu após perceber que grande parte do conteúdo sobre vulnerabilidades e CVEs estava disponível apenas em inglês, dificultando o acesso para estudantes e profissionais brasileiros iniciantes.

Então resolvi criar uma plataforma focada em:

  • Tradução de CVEs
  • Catalogação de vulnerabilidades
  • APIs de consulta
  • Centralização de dados de segurança
  • Democratização do conhecimento

O BNVD rapidamente começou a crescer e ganhou destaque em comunidades de segurança e mídia especializada.

O projeto passou a disponibilizar milhares de vulnerabilidades traduzidas para português.

Além disso, desenvolvi integrações em Python e APIs para facilitar pesquisas automatizadas.

Esse projeto representa algo muito importante para mim:
tornar a segurança cibernética mais acessível.


Minha relação com Linux

Linux sempre foi parte fundamental da minha trajetória.

Grande parte do meu aprendizado aconteceu diretamente no terminal.

Hoje trabalho constantemente com:

  • Debian
  • Ubuntu
  • Kali Linux
  • Docker
  • Containers
  • Systemd
  • Redes
  • SSH
  • Hardening
  • Cloudflared
  • Automação de infraestrutura
  • Monitoramento
  • Segurança de servidores

Como utilizo leitores de tela, ambientes em terminal acabam sendo extremamente eficientes para mim.

Isso fez com que eu desenvolvesse uma conexão muito forte com ambientes Linux e automação.

Muitas vezes consigo operar sistemas inteiros apenas através de comandos e feedback auditivo extremamente rápido.


Inteligência artificial e automação

Nos últimos anos comecei a explorar intensamente inteligência artificial aplicada à segurança cibernética.

Passei a estudar:

  • LLMs
  • Automação ofensiva
  • IA para análise de vulnerabilidades
  • Agentes autônomos
  • Integração entre IA e Linux
  • Ferramentas de produtividade
  • Modelos locais
  • Infraestrutura para IA

Também comecei a desenvolver agentes personalizados para automação de tarefas ofensivas e defensivas.

Meu foco sempre foi produtividade extrema utilizando acessibilidade.


Produção de conteúdo e redes sociais

Com o crescimento da minha presença online, comecei a produzir conteúdo sobre:

  • Segurança cibernética
  • Golpes digitais
  • Linux
  • Privacidade
  • Acessibilidade
  • Inteligência artificial
  • Tecnologia assistiva
  • Automação
  • Segurança ofensiva
  • Ferramentas hacker
  • Infraestrutura

Meu objetivo sempre foi mostrar que pessoas cegas podem trabalhar profissionalmente com tecnologia avançada.

Além disso, busco conscientizar pessoas sobre:

  • Engenharia social
  • Vazamentos de dados
  • Phishing
  • Segurança digital
  • Privacidade online
  • Fraudes virtuais

Meu livro

Outra conquista importante da minha trajetória foi o lançamento do meu livro:

“Golpes Digitais: como se proteger na era da internet”

O livro foi criado para ajudar pessoas comuns a entenderem riscos digitais modernos de maneira simples e acessível.

Nele abordo temas como:

  • Phishing
  • Golpes financeiros
  • Roubo de contas
  • Engenharia social
  • Malware
  • Segurança em redes sociais
  • Privacidade
  • Proteção de dispositivos

O projeto também possui um significado pessoal muito forte, porque representa um dos primeiros livros brasileiros de segurança cibernética escritos por uma pessoa com deficiência visual.


Acessibilidade na tecnologia

A acessibilidade ainda é um enorme desafio dentro da tecnologia.

Muitas ferramentas utilizadas em segurança ofensiva não possuem suporte adequado para leitores de tela.

Por isso, grande parte da minha trajetória envolveu adaptar ferramentas, desenvolver fluxos próprios e criar métodos alternativos para utilizar softwares complexos.

Hoje tento compartilhar esse conhecimento com outras pessoas cegas interessadas em tecnologia.

Porque acredito profundamente que inclusão digital transforma vidas.


Muito além da deficiência

Muitas pessoas focam apenas na cegueira quando falam sobre minha trajetória.

Mas eu acredito que minha história vai muito além disso.

Minha trajetória é sobre:

  • Persistência
  • Adaptação
  • Tecnologia
  • Conhecimento
  • Superação
  • Inovação
  • Acessibilidade
  • Segurança cibernética

A cegueira faz parte da minha vida.
Mas ela não define meus limites.


O futuro

Ainda tenho muitos projetos em andamento.

Continuo pesquisando vulnerabilidades.
Desenvolvendo automações.
Estudando inteligência artificial.
Criando ferramentas.
Produzindo conteúdo.
Construindo projetos voltados para acessibilidade e segurança.

Meu objetivo é continuar mostrando que tecnologia deve ser acessível para todos.

E principalmente:

mostrar que nenhuma deficiência pode limitar o conhecimento de alguém disposto a aprender.


Conclusão

Hoje, quando as pessoas me chamam de “o hacker cego”, eu vejo isso não apenas como um apelido.

Mas como símbolo de algo muito maior.

Um símbolo de acessibilidade.
De inclusão.
De tecnologia.
De liberdade.

Minha história prova que barreiras podem ser quebradas.

E que mesmo em uma área considerada extremamente visual e técnica como a segurança cibernética, ainda existe espaço para inovação, diversidade e transformação.

Meu nome é Juan Mathews Rebello Santos.

E essa é apenas uma parte da minha trajetória.


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