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A grande ressaca da IA, sim enfiar chat em tudo está destruindo o seu produto

O DuckDuckGo registrou um aumento de 30% nos downloads recentemente. O motivo é ridículo e previsível: a galera cansou do Google empurrando o "AI Overviews" goela abaixo.

O buscador mais famoso do mundo achou que era uma excelente ideia sugerir que os usuários passassem cola atóxica na pizza para segurar o queijo, ou que comessem pedras para absorver minerais. Tudo gerado automaticamente por um modelo de linguagem no topo dos resultados de busca, antes de qualquer link real.

O resultado? O usuário fugiu para onde a experiência ainda é limpa e previsível.

O mercado de tecnologia entrou em um surto coletivo. A impressão que dá é que o design centrado no usuário morreu e foi substituído pelo design centrado no pitch de investidor. Se a sua empresa não enfiar um recurso de inteligência artificial no roadmap deste trimestre, o conselho acha que vocês vão falir.

O resultado prático dessa paranoia é uma enxurrada de lixo digital que só serve para atrapalhar quem tenta usar o seu sistema.

A involução da interface (Ou por que o Chatbot é a nova CLI)

O maior erro conceitual dessa onda é achar que a interface de chat é o ápice da usabilidade. Não é. Na verdade, é uma regressão colossal de trinta anos de evolução de Interface Homem-Computador (IHC).

A gente passou décadas estudando psicologia cognitiva, refinando layouts, testando fluxos de clique e criando padrões visuais para que o usuário resolvesse a vida dele com o menor esforço possível. Aí veio o hype da IA generativa e a solução para qualquer problema virou um maldito prompt de texto em uma caixa vazia.

Você entra em um aplicativo de banco para pagar um boleto ou ver o extrato. No meio do caminho, aparece um robozinho piscando na tela oferecendo "insights inteligentes sobre sua vida financeira".

Porra, eu não quero conversar com o banco. Eu não quero formular uma pergunta estruturada, esperar o cold start da API da OpenAI, torcer para a requisição não dar timeout e ler três parágrafos de texto genérico para descobrir o saldo da minha conta.

Eu só quero clicar em um botão e ver o número na tela.

Se o seu produto precisa de um intermediário por chat para funcionar, o seu fluxo de design falhou. O usuário virou um compilador de prompt em um sistema que deveria ser intuitivo. A latência é horrorosa, a acessibilidade foi pro saco e o custo cognitivo foi para o teto.

O custo real de enfiar LLM em qualquer tela

Para quem desenvolve e gerencia o produto, essa palhaçada é um pesadelo técnico e financeiro.

Você pega uma query de banco de dados simples, que roda em 15 milissegundos e custa frações invisíveis de centavo, e substitui por uma chamada de API externa que:

Demora de 2 a 5 segundos para responder (se não der timeout).
Flutua o preço conforme o volume de tokens enviados e recebidos.
Exige uma engenharia complexa de system prompts e tratamento de exceção para garantir que o modelo não invente que você tem um milhão de reais na conta ou mande o cliente se foder.
Depende de serviços terceiros que caem sem aviso prévio.

O time de engenharia gasta semanas criando orquestradores complexos, lidando com rate limits e tentando tratar alucinações de modelo de linguagem em fluxos determinísticos que deveriam ser simples condicionais if/else.

Tudo isso para entregar um recurso que o usuário vai clicar uma vez por curiosidade, achar uma bosta e nunca mais usar. É desperdício de dinheiro, de banda e de massa cinzenta, se é que ainda resta alguma.

Onde a IA funciona de verdade (Dica: é onde ninguém vê)

Eu trabalho com isso. Desenvolvo automações, uso IA no meu dia a dia de trabalho e acho o ecossistema fantástico. Mas a IA útil de verdade trabalha no porão do software, não na sala de estar.

A IA é incrível para resolver problemas complexos nos bastidores:

Classificar milhares de documentos de forma assíncrona.
Processar imagens e extrair metadados para otimizar busca.
Fazer busca semântica por trás dos panos (RAG) para alimentar filtros eficientes.
Rodar modelos de recomendação precisos com base no histórico real do usuário.

A regra é simples: a melhor inteligência artificial é aquela que o usuário final nem sabe que está lá. Ela simplesmente faz o sistema parecer incrivelmente rápido, inteligente e personalizado.

Quando você expõe as entranhas da tecnologia na interface e força o usuário a interagir com ela, você está transferindo a carga de trabalho do seu servidor para a cabeça do cliente. E ele não tem paciência para isso.

O crescimento do DuckDuckGo não é um ponto fora da curva. É um aviso claro de que as pessoas estão ficando de saco cheio da perfumaria tecnológica. No final do dia, o cliente só quer resolver o problema dele sem precisar bater papo com um robô burro.

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Dá pra fazer muita coisa interessante usando a API mas a forma como as empresas estão promovendo isso não tem sido legal

E no fim isso só vai gerar mais antipatia (justa) por parte dos usuários e mais cedo ou mais tarde a conta chega

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O ia over vied do google tem dado muitas respostas erradas; Era muito melhor quando ela so destacava o trecho do site que tinha a informacao.

Hoje ela realmente me respondeu errado e a fonte que ela se baseou estava certa

isso foi inacreditavel pq quando a resposta estava errada por causa da fonte. era ruim mas fazia sentido

agora quando a ia pega uma fonte correta e gera uma resposta errada acaba com a credibilidade

se o duckduck go for igual o google das antigas vou dar preferencia pra ele mesmo

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Esses dias eu fui pesquisar sobre um projeto meu no google, e tem dois projeto de IA mas em áreas diferentes com o nome parecidos

A IA do google misturou as duas e colocou um link que nao era de nenhuma delas

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Só li verdades.

Eu queria o telefone pessoal de cada pessoa que botou um bot pra me atender.

S2


Farei algo que muitos pedem para aprender a programar corretamente, gratuitamente (não vendo nada, é retribuição na minha aposentadoria) (links aqui).