Por que seu currículo não passa no ATS?
Você envia dezenas de currículos e ouve silêncio. A culpa não é da sua experiência, mas de um filtro invisível: o Sistema de Rastreamento de Candidatos (ATS).
Esses sistemas não "leem" como humanos. Eles digitalizam, buscam correspondência exata de palavras-chave e analisam formatação. Fiz engenharia reversa em vários ATS populares e identifiquei padrões que eliminam candidatos qualificados.
ATS priorizam correspondência sintática, não semântica. Se a vaga pede "React", mas seu currículo diz apenas "JavaScript front-end", o sistema pode ignorá-lo, mesmo que você domine React.
Um exemplo comum: currículos com colunas, tabelas ou gráficos. O parser do ATS os lê como texto desorganizado, "junk data", e descarta informações cruciais como cargos e datas. O que você vê como design, o sistema vê como ruído.
Como isso funciona na prática
O algoritmo varre o documento extraído. Conta ocorrências de termos da descrição da vaga. Checa se habilidades estão em seções esperadas (como "Habilidades" ou "Experiência"). Avalia densidade de palavras-chave. Se seu currículo não seguir uma estrutura simples (cabeçalho, seções com títulos claros, lista com marcadores), a pontuação cai drasticamente.
Soluções diretas
Primeiro, extraia o texto puro do seu currículo (salve como .txt). Se a leitura perder a hierarquia, reescreva.Se a vaga lista "Docker, Kubernetes,CI/CD", use exatamente esses termos, não "ferramentas de containerização".
Evite cabeçalhos e rodapés complexos, tabelas e ícones. Use títulos de seção padronizados: "Experiência Profissional", "Formação", "Habilidades". Forneça o arquivo em .docx ou PDF simples (sem elementos gráficos).
Teste seu currículo com ferramentas como Jobscan ou os simuladores gratuitos de ATS. O resultado apontará gaps de palavras-chave e problemas de formatação.