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[POUPER] Quando estranhos acreditam mais no seu projeto do que seus amigos.

Eu, Navelogic, demorei para postar sobre o pouper.com.br nas minhas redes pessoais. Todo o engajamento até agora veio de forma completamente orgânica — pessoas que encontrei no X, no Discord do Indie Hackers, e até em grupos de programação no WhatsApp. Gente que nunca me viu pessoalmente, mas que se mostrou genuinamente empolgada com a ideia, que perguntou, deu feedback, e quis acompanhar.

Quando finalmente decidi divulgar o projeto no meu perfil pessoal, a adesão foi baixíssima. Eu literalmente estava dizendo: "Estou abrindo uma pequena empresa e preciso da sua ajuda".

Não pedi dinheiro. Só pedi que se inscrevessem na lista de espera — simples, gratuito, e que poderia fazer diferença. Mesmo assim, o silêncio foi ensurdecedor. E o mais curioso: todas as inscrições que recebi até aquele momento continuavam vindo de fora. De pessoas que eu nunca vi, mas que acreditaram. Daqui do TabNews inclusive!

Salvaguardo os que eu mandei mensagem no WhatsApp, mas esses são no máximo 5 pessoas. Temos 90 inscritos no total, e estou escrevendo esse relato no dia 27/10/2025

É estranho perceber que me sinto mais conectado com alguns amigos do Discord do que com certas pessoas do meu círculo “real”. Essas conversas online — sobre ideias, produto, propósito — me parecem muito mais sinceras do que qualquer conversa superficial que tenho quando alguém pergunta “e aí, o que você anda fazendo?”.

Hoje, honestamente, eu nem quero mais tocar nesse assunto com outras pessoas (de fora da internet). Se não se interessaram quando eu compartilhei o que estava construindo, talvez nunca se interessem de verdade. E tudo bem.

Nessa eu aprendi que o apoio real pode não vir de quem te conhece — vem de quem te entende. Ou não, depende do seu caso né… Quem sou eu para fazer uma afirmação tão forte desas.

Falei com meu sócio — que também conheci pela internet — e ele me disse uma frase que ficou na minha cabeça:

“Bem-vindo à realidade da vida, onde estranho acredita mais na gente do que os próximos.”

E é verdade, pelo que constatei da minha realidade. Depois disso, fiquei muito feliz por termos decidido seguir o caminho do Build in Public. Mostrar tudo, compartilhar erros e acertos, e deixar que o processo seja tão importante quanto o resultado.

Porque se tem uma coisa que eu senti com esse experimento é que internet não é um lugar frio — ela pode ser o lugar onde a gente encontra as pessoas mais genuínas, as trocas mais verdadeiras, e os apoios mais inesperados.

E se o pouper.com.br está crescendo, é graças a essas pessoas.

As que acreditaram sem precisar me conhecer.

As que entenderam antes mesmo de ver o produto pronto.

As que clicaram no “entrar na lista de espera” não por amizade, mas por acreditar na ideia.

No fim, é isso que nos move.

Construir algo com propósito.

Com quem realmente se importa.

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Eu não julgo muito. É o comum das pessoas. Os peixes se atraem pelo brilho. E francamente, uma vez ou outra já fizemos o que condenamos também.

Quanto mais cedo engolimos essa verdade, mais fácil as coisas ficam. Eu costumo ser pessimista em quase tudo, porque se algo ruim acontece, já era de minha expectativa. Se algo bom ocorre, é um bônus, não o fator central.

Dá pra converter isso em várias vertentes das nossas vidas, inclusive no empreendedorismo. Toda divulgação que eu faço, seja pra conhecidos ou não, eu já assumo o pior resultado possível.

Bom, pelo menos eu lido bem com as coisas dessa forma.

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Acho que vou assumir essa visão mais realista e quase cética (não quero colocar pessimista aqui haha). Eu confesso que pensei que as pessoas próximas “deveriam” apoiar, mas agora vejo como fui bobo. "se algo bom acontece, é bônus". Essa vou levar até onde der.

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Quando estranhos acreditam mais no seu projeto do que seus amigos.

Já ouvi relatos de dezenas de empreendedores que abriram restaurantes, lojas, agências, clínicas e falam a mesma coisa

os "conhecidos" só aparecem quando seu negócio está famoso, e geralmente querem um desconto ou tudo de graça

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Espero que isso não aconteça comigo! Imagine investir tanto tempo criando algo, torcendo para que se torne sustentável e aparecer gente só para ficar pedindo coisas.

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Isso é verdade, eu mesmo prefiro não compartilhar minhas ideias com nenhum conhecido. Sabe quando você está falando de um sonho com alguém e essa pessoa começa a colocar dificuldades? isso é muito ruim. Se uma pessoa vem até mim falar de um sonho ou projeto eu motivo a pessoa mas isso não é recíproco quando vou falar dos meus, por isso decidi não compartilhar mais com pessoas próximas.

Agora só compartilho minhas ideias com Deus e com desconhecidos na internet, hoje mesmo divulguei aqui no tabnews uma ideia de um projeto meu para validar e já consegui 4 bons comentários e 3 pessoas assinaram a lista de espera.

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No fim das contas, a internet acaba sendo esse espaço onde a gente encontra gente que vibra junto, que entende o propósito antes mesmo do resultado. Que bom que você teve esse retorno com sua ideia — é esse tipo de energia que mantém a gente construindo!

Segue firme. O mundo precisa de mais gente que sonha em voz alta.

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Esse ponto de vista faz total sentido e é a dura realidade mesmo.

Mas pensando pelo outro lado, todas as pessoas que demonstraram interesse se encaixam como seu público-alvo, estavam buscando algo nesse modelo, tem interesses em comum com você (como os grupos e tudo mais).

Do outro lado, as pessoas conhecidas não buscaram por isso, provavelmente não possuem os mesmos interesses (já que não fazem parte dos mesmos grupos) e podem não se encaixar como público-alvo.

Claro que seria legal ter esse apoio, mas seria única e exclusivamente um apoio por questão pessoal e não por ter interesse ou valorizar o produto em si. Ou seja, enquanto um estranho demonstrando interesse é muito valioso, alguém conhecido se inscrevendo só por questão pessoal acaba não tendo valor nenhum para o crescimento da ideia, não acha?

E como o outro colega comentou, provavelmente já fizemos a mesma coisa com outras pessoas.

Sendo assim, já tens um baita grupo de pessoas que se interessou, só validar o produto e ir colhendo feedbacks. Um potencial imenso aqui, parabéns!

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Perfeito o que você disse.
Depois que parei pra pensar por esse ângulo, tudo fez muito mais sentido. Ou seja, o produto já está atraindo quem deveria.