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Sabe, gostei muito do que li, mas não concordo totalmente.
Esse tipo de preocupação parece o medo de que a calculadora faria com que as pessoas não precisassem mais estudar matemática. De certa forma o receio é compreensível, porque toda tecnologia que amplia nossas capacidades parece que vai nos substituir.
Mas o que a história mostra quase sempre é outra coisa: a tecnologia acaba virando uma ferramenta, não um substituto. Ela muda a forma como pensamos e trabalhamos, mas não elimina o papel humano no processo.
Mesmo quando a automação parece fazer tudo, ainda existe um momento decisivo em que alguém precisa interpretar, escolher, validar. O último “clique”, continua sendo humano.
Por isso me parece mais provável que essas ferramentas ampliem o pensamento e a capacidade humana do que nos substituam.

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Obrigado pelo seu comentário. E acho que há dois pontos que eu deveria ter sido mais claro.

O primeiro é este: eu não vejo esse processo apenas como negativo ou apocalíptico. Ao contrário. Em certo sentido, acho que o “fim da história” é uma boa notícia. Talvez outro dia explique melhor. Por ora, basta:

I like to think
(it has to be!)
of a cybernetic ecology
where we are free of our labors
and joined back to nature,
returned to our mammal
brothers and sisters,
and all watched over
by machines of loving grace.

O segundo ponto é sobre a analogia com a calculadora. Eu entendo a intuição, mas suspeito que ela subestima a escala do que está acontecendo.

Quando a humanidade aprendeu a escrever, não ganha apenas uma ferramenta nova; ganhou lei, ciência, contabilidade, Estado, tradição. A escrita reorganizou o pensamento humano e toda a sociedade.

Meu ponto é justamente que talvez estejamos diante de algo muito parecido com a própria escrita. E, se for assim, ela não apenas amplia capacidades locais; ela muda o conceito de sociedade e "eu". É uma máquina entrando no domínio da linguagem e linguagem, nunca foi apenas uma ferramenta. É a própria ferramenta que usamos para definir a realidade.

No curto prazo e provavelmente ainda por boas décadas, o “último clique” continua humano. A agência relevante, aonde há consequência no mundo real, ainda está do nosso lado. Somos nós que respondemos, assinamos, escolhemos, arcamos com o erro. Mas, em escala de séculos, eu também acho muito improvável que isso permaneça assim.

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Eu gostaria de dar o "achei relevante", mas infelizmente não tenho TabCoins.
Entendi o seu ponto! Por mais que eu entenda que nós, Humanos, não vamos perder o controle e o poder, também entendo que somos muito manipuláveis.
O que resta é torcer para que estejamos indo para o "good ending".

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