Apple acusa bancos brasileiros de tentarem se beneficiar gratuitamente de suas tecnologias proprietárias
A Apple apresentou novos argumentos ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica em resposta à investigação solicitada pelo Banco Central do Brasil e pela Federação Brasileira de Bancos sobre uma possível restrição ao acesso de terceiros ao NFC do iPhone.
A empresa sustenta que detém cerca de 10% do mercado de smartphones no Brasil e afirma que desenvolvedores terceiros têm acesso ao NFC desde 2024. Segundo a companhia, o mercado brasileiro já é amplamente atendido em meios de pagamento, e o Apple Pay não causa prejuízo aos consumidores nem exclui concorrentes.
O debate envolve o PIX, atualmente o meio de pagamento mais utilizado no país. Em 2025, o Banco Central criou um protocolo de pagamento por aproximação para o PIX, mas a Apple optou por não adotá-lo, sob o argumento de que o recurso não é essencial, considerando que grande parte dos brasileiros ainda utiliza QR Code.
Em nova manifestação, a Apple afirma que bancos e provedores de pagamento estariam tentando se beneficiar de suas tecnologias proprietárias sem compensar os investimentos realizados em pesquisa, desenvolvimento e segurança.