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CEO da Anthropic rejeita exigência do Pentágono sobre uso ampliado de IA em aplicações militares

O Secretário de Defesa dos EUA havia ameaçado retirar a Anthropic da cadeia de fornecedores do Pentágono caso a empresa não autorizasse o uso mais amplo de seus modelos de IA em aplicações militares. Em resposta, o CEO da companhia, Dario Amodei, afirma que a empresa “não pode, em sã consciência”, aceitar as exigências.

A Anthropic mantém restrições que proíbem o uso de suas tecnologias para vigilância em massa de cidadãos ou para o desenvolvimento de armas totalmente autônomas. O Pentágono, por sua vez, declara não ter interesse em empregar IA para essas finalidades, mas defende a possibilidade de utilizar o modelo para “todos os fins legais”.

Atualmente, a Anthropic é a única entre suas principais concorrentes que ainda não integrou sua tecnologia à nova rede interna militar dos EUA. O Departamento de Defesa já firmou contratos com Google, OpenAI e xAI. Caso a empresa não aceite os termos até o fim do dia, poderá perder o contrato.

Autoridades também mencionaram a possibilidade de classificar a Anthropic como um risco à cadeia de suprimentos ou de invocar a Defense Production Act, legislação da Guerra Fria que amplia os poderes do governo sobre empresas em nome da segurança nacional. Em resposta, Amodei afirma que não faz sentido rotular a companhia como risco à segurança enquanto, simultaneamente, sua tecnologia é tratada como essencial.

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Fazer negócio com uma força armada é basicamente assinar um contrato com o Diabo (ainda mais o exército do EUA), para fazer o que eles querem não vão existir regras, ética, bom senso ou moral.