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Crianças menores de 2 anos com alta exposição a telas tomam decisões mais lentamente e apresentam mais ansiedade na adolescência

Um grupo de pesquisadores acompanhou, ao longo de mais de uma década, uma coorte de 168 crianças com uma a duas horas diárias de tempo de tela e constatou que aquelas expostas a dispositivos digitais ainda na primeira infância, antes dos dois anos de idade, apresentaram uma maturação acelerada de redes cerebrais relacionadas ao processamento visual e ao controle cognitivo.

Em condições de desenvolvimento consideradas normais, essas redes tornam-se gradualmente mais especializadas ao longo do tempo. No entanto, entre crianças com alta exposição a telas, as redes responsáveis por visão e cognição se especializaram mais rapidamente, antes de consolidarem conexões eficientes necessárias para o pensamento complexo.

Essa especialização precoce foi associada a um processo de tomada de decisão mais lento na infância e, consequentemente, a níveis mais elevados de sintomas de ansiedade na adolescência.

Diante desse cenário, a recomendação dos especialistas é que pais substituam o uso de celulares por leitura de livros com os filhos, favorecendo um desenvolvimento cerebral em ritmo consistente e saudável, além de contribuir para a melhora das habilidades linguísticas.

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