Excesso de exigências de segurança pode gerar fadiga e reduzir adesão de funcionários a boas práticas
Um estudo conduzido com cerca de 300 trabalhadores dos EUA com experiência em políticas de cibersegurança em organizações indica que o excesso de exigências de segurança digital no ambiente de trabalho pode ter efeito contrário ao esperado, levando à chamada “fadiga de segurança”, um estado de cansaço mental que reduz a adesão às boas práticas.
A pesquisa mostra que tarefas recorrentes, como redefinições de senha, atualizações constantes, treinamentos obrigatórios e alertas de phishing, acumulam uma carga cognitiva elevada. Com o tempo, esse acúmulo compromete a capacidade de autorregulação dos funcionários, resultando em exaustão emocional e desengajamento.
Na prática, esse cenário leva parte dos trabalhadores a ignorar alertas, reutilizar senhas fracas ou adotar atalhos para manter a produtividade. O fenômeno tende a surgir quando as exigências de segurança passam a interferir nas atividades principais do trabalho.
Apesar disso, o estudo aponta que profissionais com maior confiança em lidar com tarefas de segurança e melhor compreensão dos riscos tendem a manter comportamentos adequados, mesmo diante de múltiplas exigências.