IA começará a prescrever medicamentos nos EUA
Um projeto-piloto será realizado no estado de Utah, onde um sistema de inteligência artificial passará a renovar determinadas receitas médicas sem a participação direta de um médico humano. O objetivo é avaliar até que ponto pacientes, profissionais de saúde e órgãos reguladores estarão dispostos a confiar em decisões clínicas tomadas por meio da tecnologia.
O programa é direcionado a pacientes com doenças crônicas que necessitam renovar periodicamente medicamentos que já utilizam. A proposta é que a IA analise o histórico do paciente, realize perguntas semelhantes às feitas em uma consulta médica tradicional e determine se é seguro renovar a prescrição. Em casos de incerteza, o próprio sistema encaminhará a decisão para um médico.
Defensores da iniciativa afirmam que o modelo pode reduzir custos, evitar que pacientes fiquem sem medicamentos por falta de consulta e ampliar o acesso em regiões com escassez de médicos. Por outro lado, especialistas alertam para riscos de erros clínicos, dificuldade na identificação de sinais sutis que um profissional treinado perceberia e possibilidade de uso indevido, como tentativas de obtenção de medicamentos controlados.
O programa também conta com restrições importantes. Ele não contempla todos os tipos de remédios, ficando limitado a cerca de 190 medicamentos comuns e excluindo opioides, fármacos para TDAH e injetáveis, considerados de maior risco.