Júri nos EUA condena Meta e YouTube por uso deliberado de recursos viciantes em suas plataformas
Um júri nos EUA considerou a Meta e o YouTube responsáveis por projetar produtos deliberadamente viciantes que causaram danos a uma jovem usuária de 20 anos, marcando o primeiro julgamento desse tipo relacionado aos impactos das redes sociais em jovens.
A decisão apontou negligência e falha das empresas em alertar adequadamente sobre os riscos, resultando em uma indenização de 6 milhões de dólares, sendo 70% pagos pela Meta e o restante pelo YouTube.
O caso girou em torno de uma jovem identificada como KGM, que relatou ter desenvolvido dependência de plataformas digitais desde muito cedo, começando com o YouTube aos 6 anos e o Instagram aos 9. A acusação argumentou que recursos como rolagem infinita e reprodução automática foram intencionalmente projetados para maximizar o engajamento, criando um padrão de uso compulsivo.
As empresas negam as acusações e afirmam que irão recorrer. A Meta declarou que questões de saúde mental em adolescentes são complexas e não podem ser atribuídas a um único fator, enquanto o YouTube argumentou que sua plataforma não deve ser classificada como rede social e que as alegações não refletem a realidade.