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Pesquisador da Anthropic cria compilador de C com 16 instâncias paralelas do Claude Opus 4.6

Um pesquisador da Anthropic colocou 16 instâncias do modelo Claude Opus 4.6 para trabalhar em paralelo e, ao longo de duas semanas, elas desenvolveram do zero um compilador de C escrito em Rust, com cerca de 100 mil linhas de código. O experimento envolveu quase 2 mil sessões do Claude Code e teve um custo aproximado de 20 mil dólares em taxas de API.

O compilador foi capaz de compilar um kernel Linux 6.9 inicializável e funciona em arquiteturas x86, ARM e RISC-V. Ele também conseguiu compilar projetos de grande porte como PostgreSQL, SQLite, Redis, FFmpeg e QEMU, além de compilar e executar o jogo Doom.

Apesar dos resultados, o compilador ainda gera código menos eficiente que o GCC, o principal compilador de C. A qualidade do código é distante do nível que um programador especialista produziria, e novas correções frequentemente acabavam quebrando funcionalidades já existentes.

Além disso, o projeto dependeu fortemente da intervenção humana. O pesquisador precisou criar uma infraestrutura complexa de testes, integração contínua, validação e ciclos de feedback para evitar que os agentes resolvessem problemas incorretos ou se perdessem no contexto do desenvolvimento.

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A notícia é impressionante, mas a maioria das pessoas está tirando a conclusão errada. O "milagre" não foram as 100 mil linhas de Rust geradas.

O milagre foi a "jaula" que o pesquisador construiu.

O que aconteceu foi uma mudança de paradigma no que significa ser Engenheiro de Software:

  1. O Código virou Commodity

Escrever um compilador de C sempre foi o rito de passagem de programador para "bruxo". O experimento provou que isso agora é trivial. Se os requisitos são claros, a IA cospe o código.

  1. O Engenheiro como Arquiteto de Feedback

O ponto crucial que muitos ignoram: o projeto dependeu de uma infraestrutura massiva de testes, CI/CD e ciclos de validação. O pesquisador não escreveu código; ele escreveu as regras do jogo.

Sem a "jaula" de validação, a IA teria se perdido.

O trabalho humano foi garantir que, se a IA errasse, o sistema gritasse imediatamente!

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