Pesquisadores chineses superam limite da fusão nuclear antes considerado impossível
Pesquisadores chineses anunciaram um grande avanço na área de fusão nuclear, tecnologia descrita como o “santo graal” da energia limpa por seu potencial de gerar grandes quantidades de energia sem a produção de resíduos radioativos perigosos. A fusão busca reproduzir, em ambiente controlado, as mesmas reações que ocorrem no interior do Sol.
O avanço foi obtido em um reator experimental conhecido como “Sol artificial”, que integra o projeto EAST, baseado em um tipo de reator chamado tokamak. A equipe conseguiu atingir uma densidade de plasma, o combustível da fusão nuclear, que até então era considerada impossível de ser alcançada de forma estável segundo os modelos tradicionais da física.
O principal desafio superado está relacionado ao chamado Limite de Greenwald, uma barreira teórica que define a densidade máxima que o plasma pode atingir antes de se tornar instável e perder o confinamento. De acordo com os pesquisadores, esse obstáculo foi contornado por meio de um novo processo denominado auto-organização plasma-parede, que permite manter o plasma estável mesmo em densidades muito superiores às aceitas anteriormente.
Segundo os cientistas, esse resultado representa um passo importante para tornar a fusão nuclear mais próxima de aplicações práticas e comerciais no futuro.