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Pesquisadores desenvolvem receptor Wi-Fi capaz de operar dentro de um reator nuclear

Pesquisadores desenvolveram um receptor de Wi-Fi resistente o suficiente para operar dentro de um reator nuclear por até seis meses.

Em testes, o dispositivo suportou uma dose total de radiação de 500 quilograys, cerca de 500% acima das doses normalmente toleradas por eletrônicos no espaço, que variam entre 100 e 300 grays.

O gray é a unidade que mede a quantidade de energia de radiação absorvida por um material. Para efeito de comparação, o cristalino do olho humano absorve aproximadamente 60 milligrays durante uma tomografia computadorizada do cérebro.

O avanço tem como objetivo facilitar operações de descomissionamento de reatores nucleares, processo que envolve desmontagem e descontaminação de instalações para possibilitar sua reutilização. Trata-se de uma atividade longa e de alto risco de exposição à radiação, sendo atualmente realizada com o auxílio de robôs.

No entanto, esses robôs ainda dependem de cabos para se comunicar com operadores humanos, o que pode causar limitações de alcance, risco de enrosco e falhas em ambientes complexos e com muitos obstáculos. A proposta do novo receptor Wi-Fi é viabilizar a comunicação sem fio nesses cenários.

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