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QatarEnergy, responsável por grande parte do hélio usado na fabricação global de chips, está parada há mais de 2 semanas

A QatarEnergy, com sede em Doha, uma das maiores companhias de energia do mundo e líder global em gás natural liquefeito, mantém sua produção de hélio paralisada há mais de duas semanas no complexo de Ras Laffan Industrial City.

A interrupção ocorreu após ataques com drones registrados no dia 2 deste mês, em meio à escalada de conflitos no Oriente Médio. Como a instalação concentra uma das principais infraestruturas globais desse gás, cerca de 30% da oferta mundial foi retirada do mercado, sem previsão de retomada.

No dia 4, a empresa declarou “força maior”, cláusula contratual utilizada em situações fora do controle da companhia, como guerras, ataques, desastres ou bloqueios logísticos. Na prática, isso permite a suspensão temporária de contratos sem aplicação de penalidades. A decisão elevou o nível de alerta na indústria global, especialmente no setor de semicondutores.

O hélio é um insumo crítico na fabricação de chips, sendo utilizado no resfriamento de wafers de silício e não possuindo substitutos viáveis. Um dos países mais impactados é a Coreia do Sul, que importou 64,7% do seu hélio do Catar em 2025. Especialistas avaliam que, caso a paralisação se prolongue, empresas podem ser forçadas a realocar equipamentos criogênicos e revalidar fornecedores.

Entre as principais fabricantes, a sul-coreana SK hynix afirma ter diversificado suas fontes de hélio e garantido estoques suficientes, enquanto a taiwanesa TSMC declarou que, por ora, não prevê impactos relevantes, embora siga monitorando o cenário. Juntas, Coreia do Sul e Taiwan representam cerca de 36% da capacidade global de produção de semicondutores.

Segundo o CEO da QatarEnergy, a produção só será retomada quando houver “cessação completa das hostilidades”. Mesmo após a normalização, a expectativa é de grandes desafios logísticos, além da necessidade de restaurar os sistemas responsáveis por resfriar e liquefazer o gás para transporte.

Informações adicionais: Financial Times

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