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Construí um SaaS por 3 meses achando que ia ficar rico. Spoiler: já existiam vários iguais kkk

Fala pessoal!

Nunca publiquei nada aqui no TabNews, mas acompanho algumas discussões e gosto muito da ideia de compartilhar
experiências reais de quem está tentando construir alguma coisa.

Então resolvi contar um pouco da minha experiência criando o FinIA, um assistente financeiro por IA que funciona pelo
WhatsApp.

E já começo sendo sincero: eu comecei esse projeto achando que ia ficar rico kkk.

A ideia nasceu meio naquele combo clássico: empolgação + IA + WhatsApp + finanças pessoais. Um amigo meu, que entende
bastante de dinheiro e tem uma condição financeira muito boa, comentou comigo que uma solução assim “valeria ouro”.
Aquilo entrou na minha cabeça de um jeito que eu pensei:

“Pronto. Achei a ideia.”

A proposta era simples: em vez da pessoa abrir planilha, app de finanças ou ficar anotando tudo manualmente, ela só
mandaria mensagens no WhatsApp, tipo:

gastei 32 reais no mercado
recebi 1500 hoje
pagar academia dia 10

E o sistema organizaria tudo automaticamente, categorizaria os gastos, geraria resumos e mostraria uma visão mais
clara do mês.

Na minha cabeça, isso era uma daquelas ideias óbvias depois que alguém fala, mas que ninguém tinha feito direito
ainda.

Só que aí veio a parte engraçada.

Eu trabalhei nisso por uns 3 meses praticamente direto, naquele ritmo meio doido de projeto pessoal: acordava pensando
no FinIA, dormia pensando no FinIA, passava o dia ajustando fluxo, tela, mensagem, lógica, erro, integração, painel,
cobrança, onboarding, tudo.

Quase 24 horas por dia vivendo o projeto.

Quando finalmente ficou pronto, eu fui pesquisar melhor o mercado e descobri que... já existiam vários parecidos kkk.

Essa foi uma pancada boa de realidade.

Não porque o projeto deixou de fazer sentido, mas porque eu percebi uma coisa que parece óbvia, mas que na prática a
gente ignora quando está empolgado:

ideia boa quase nunca é única.

E talvez o erro não tenha sido construir. O erro foi construir por tempo demais antes de validar com mais gente.

Mesmo assim, teve uma parte muito legal: apesar de eu praticamente não ter divulgado o projeto em lugar nenhum, hoje
ele tem 3 assinantes pagantes.

Sim, são só 3.

Mas ao mesmo tempo, são 3 pessoas que olharam para aquilo, entenderam algum valor e colocaram o cartão/dinheiro delas
ali.

E isso mudou bastante minha visão.

Antes eu pensava:

“Só vale se escalar rápido.”

Agora eu penso:

“Se 3 pessoas pagaram sem eu nem saber divulgar direito, talvez tenha alguma coisa aqui. Só preciso entender melhor
o que exatamente elas viram de valor.”

Algumas lições que tirei até agora:

1. Construir é mais confortável do que vender

Programar, ajustar interface, melhorar fluxo, mexer em banco, refatorar... tudo isso é trabalhoso, mas confortável.

Vender é diferente.

Vender te coloca diante da pergunta mais dura:

“Alguém realmente se importa com isso?”

E essa pergunta dói um pouco mais do que um bug.

2. Ter concorrente não mata o projeto

Quando vi que existiam outras soluções parecidas, minha primeira reação foi pensar: “puts, então já era”.

Mas pensando melhor, se existem vários produtos parecidos, talvez isso também indique que existe uma dor real.

O problema deixa de ser “ninguém fez isso” e passa a ser:

“Por que alguém escolheria o meu?”

Essa pergunta é muito mais útil.

3. O usuário não compra a tecnologia

Eu estava empolgado com IA, automação, WhatsApp, painel, classificação automática etc.

Mas no fim, a pessoa quer algo bem mais simples:

“Quero entender para onde meu dinheiro está indo sem ter que abrir uma planilha.”

A tecnologia é só o caminho.

4. Três assinantes ensinam mais do que zero usuários e mil ideias

Ainda é muito pouco para tirar grandes conclusões, claro.

Mas esses 3 assinantes já me dão algo concreto para observar: onde travam, o que usam, o que ignoram, por que
assinaram, o que esperavam, o que eu expliquei mal.

Isso vale mais do que ficar sozinho imaginando o usuário ideal.

5. Eu deveria ter validado antes

Se eu começasse de novo, provavelmente faria algo menor.

Talvez uma landing simples, um vídeo demonstrando o fluxo, um formulário de interesse ou até um MVP mais manual por
trás.

Eu ainda teria construído, porque gosto de construir. Mas teria tentado colocar na frente de pessoas reais mais cedo.

No fim, não fiquei rico kkk.

Mas saí com um produto funcionando, 3 assinantes, várias dúvidas melhores do que as que eu tinha no começo e uma noção
bem mais realista do que significa tirar um projeto do papel.

Agora meu desafio é menos técnico e mais difícil: entender distribuição, posicionamento, aquisição, retenção e
comunicação.

Se alguém aqui já passou por essa fase de criar um produto, perceber que o mercado já tem soluções parecidas e mesmo
assim tentar encontrar um espaço, queria muito ouvir experiências.

Principalmente sobre essa transição de:

“sou dev construindo algo”

para:

“preciso aprender a vender e validar sem transformar tudo em propaganda chata”

É isso. Quis compartilhar porque talvez alguém esteja nesse mesmo ciclo de empolgação, código, madrugada e expectativa
de ficar rico com um SaaS kkk.

E se servir de algo: construir é massa, mas validar antes teria me poupado bastante ansiedade.

https://www.finiaapp.com.br

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Cara sua ideia é ótima, mas preciso fazer umas alegações construtivas ok, isso é para o seu bem de verdade e espero que faça sentido para você.

Sim, tem um monte de ideia parecida, "mas" nunca igual. O que pode ser igual é um software feito exclusivamente pela IA, ai sim ela vai copiar do que ja viu por ai, mas se voce bolou a ideia provavelmnete tem diferenças sutis no minimo da concorrência.

Devia ter pesquisado antes = foda-se, se os desenvolvedores fizerem isso nunca mais criam nada, eu não acho que devia ter pesquisado antes, mas sim pesquisar depois mesmo, mas sob o angulo correto que é... O que eu estou vendo de valor no concorrente que o meu não tem e eu consigo aplicar? A pesquisa real que voce deveria ter feito e fez é a de identificação de dor do cliente, o fato de alguem que tem dinheiro te dizer que isso seria ótimo indica que tem espaço, ou a resposta dele seria do tipo: Cara voce tem que fazer algo igual ao app x so que mais barato = sinal de alerta de mercado saturado ai merece uma investigação mais a fundo mesmo.

IAS = Muito cuidado, aqui mora o verdadeiro perigo de projetos pessoais... a IA é uma bela filha da p4ta quando se trata de te incentivar e fazer você ficar grudado nela, exacerbando o quando você é um gênio e a sua proposta é disruptiva, é assim que eles ganham dinheiro, mantendo você colado lá. Leia esse artigo antes de continuar: https://www.linkedin.com/pulse/o-teste-do-espelho-psicose-silenciosa-que-ia-est%25C3%25A1-em-e-maia-favero-ph1cf/?trackingId=MhMazjaZQdudpvl83inycg%3D%3D

Sobre a sua própria reflexão: Agora eu penso:

“Se 3 pessoas pagaram sem eu nem saber divulgar direito, talvez tenha alguma coisa aqui. Só preciso entender melhor
o que exatamente elas viram de valor.”

Isso me mostra que ainda não entendeu o jogo e nem como jogar, porque se você mesmo não ve o valor quer dizer que você mesmo ainda não entendeu as regras do jogo que esta jogando, meu conselho seria, estude esse mercado e seus concorrentes, principalmente reclamações de usuarios se houver.

Sobre o valor: Uma dica ninguem se importa com tecnologia a não ser o programador, as pessoas se importam cada um com seu próprio tempo e consequentemente seu próprio dinheiro, e elas fazem qualquer coisa que poupe os dois (ou que diga que faz isso), a não ser que exija pensar, porque pensar consome ainda mais energia a regra é bem simples, poupa tempo e dinheiro e ter que pensar? = Venda. (Não atoa as empresas de IA vendem exatamente com esse rótulo né).

Recomendo ler esse artigo:
https://www.linkedin.com/pulse/mercado-de-software-utopia-tecnol%25C3%25B3gica-dos-relat%25C3%25B3rios-maia-favero-1edhf/?trackingId=MhMazjaZQdudpvl83inycg%3D%3D

Por último e não menos importante: Refine o público alvo, entreviste pessoas reais. Não adianta perguntar as pessoas, como é a vara de pescar ideal para você? O cara vai te responder exatamente como é, mas depois não compra... porque a pergunta correta seria: O que você gosta de fazer nas horas livres? Resposta: Correr ... Acho que esse cara não pesca.

Isso se chama entrevista com viés, cuidado com perguntas que forçam o entrevistado a dar uma resposta sobre algo que ele não usa. e nem usaria. esse cara não é sua persona de cliente e nem publico alvo, nem todas as pessoas estão interessadas em um produto não importa o quanto ele seja bom, voce tem que entender psicologicamente quem é que se interessa e preparar o seu software para atender essa psiquê do usuário ideal.

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Time in the market beats timing the market.

Você não precisa de um negócio revolucionário, precisa ficar vivo por mais tempo que eles. Segura uns meses de prejuizo, te garanto que em 1 ano isso dá retorno.