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Meus 2 cents,

Isso não é “gerar código”. Isso é projetar uma ferramenta de engenharia de ponta, com decisões de arquitetura, otimização de baixo nível e validação empírica, tudo feito por um modelo que, teoricamente, “só prevê a próxima palavra”.

Confesso que sou bem cetico neste ponto sobre "ele esta projetando" algo: o LLM esta gerando coisas interessantes, mas me parece que ainda sem saber que esta gerando coisas interessantes.

Por mais "uauuu" que seja o resultado gerado, ainda eh basicamente transformers e previsao do proximo token: nao tem intencao no meio do processo.

Para deixar claro, nao eh uma atitude "blasé" ou desdenhando da capacidade dos LLMs, so que ao mesmo tempo que o Kimi K3 (ou Opus 5, Sol, etc) soltam coisas fantasticas eles derrapam em codigos as vezes triviais (o SaaS nosso do dia-a-dia): sem um harness controlando as interacoes ainda gera muito codigo ou acoes que estao longe do ideal (parece que ontem um Opus 5 detonou toda a base de dados no supabase durante um desenvolvimento).

Saude e Sucesso !


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Você tem razão: o modelo não tem intenção, é estatística pura. E sim, derrapa em coisas triviais e precisa de um bom harness para não fazer besteira. Mas o ponto não é se ele "sabe" o que está fazendo, o ponto é que o resultado final, um compilador que chega a 90% da cuBLAS e um chip que fecha timing, é o mesmo que antes exigia meses de engenharia humana. A intenção está em quem escreveu o prompt, estruturou o problema e validou a saída. O modelo é a ferramenta que comprimiu esse ciclo de semanas para horas.

Claro que isso exige um investimento considerável. Não é qualquer um com um notebook que vai rodar o Kimi K3. Mas mesmo com o custo de alguns GPUs e o trabalho de configurar tudo, ainda é mais vantajoso do que ficar refém de modelos fechados que cobram por token e não te deixam ver os pesos, ajustar o comportamento ou adaptar para casos específicos. O controle que você tem sobre o próprio modelo, mesmo com o custo, é algo que nenhuma API vai te dar.

Então a discussão, para mim, não é sobre se a IA pensa ou se ela é perfeita. É sobre o que a gente consegue fazer com ela. E o Kimi K3 prova que, com a ferramenta certa, um engenheiro sozinho pode fazer o que antes levava uma equipe. Ainda precisamos de supervisão, ainda temos que limpar a bagunça que ela faz às vezes, mas o caminho está aberto para coisas que antes eram impossíveis.