Está acontecendo, o C++ está roubando seu emprego, mas não como você imaginava
Escrevo esse texto de forma triste e reflexiva, mas o C++ está acabando com a profissão de programador. Pelo menos como ela era antes.
Não, você não vai ser demitido para alguém que não sabe organizar um baralho de cartões perfurados fazer seu trabalho. Você continuará empregado, ganhando seu dinheiro, mas agora escrevendo comandos numa tela.
A beleza e o prazer de preparar cada cartão, pensar cuidadosamente em cada instrução antes de perfurá-la e depois carregar aquele maço até a máquina estão, a cada dia, ficando de lado. O que antes parecia quase um trabalho artesanal está virando uma atividade de escrever algumas linhas de código e deixar o compilador fazer a parte "divertida".
E esse é justamente o problema: o compilador não entende o programa tão bem quanto você. Ele não conhece o sistema, não conhece a empresa e não sabe por que aquele cálculo existe. Mas ele consegue transformar suas ideias em instruções de máquina muito mais rápido do que você conseguiria perfurando cartões.
Não quero ser pessimista, mas acredito que muita gente vai desanimar da área. Eu mesmo tenho pensado se vou querer participar dessa geração futura de programadores de linguagens de alto nível. Programo "à moda antiga" há mais de 10 anos e gosto muito disso, mas não tem como concorrer com a produtividade desses compiladores modernos.
Ainda é cedo. Muitas empresas e programadores continuam trabalhando de forma "humana", com seus cartões, seus operadores e seus processos bem definidos. Mas há outros na vanguarda, estudando C++, orientação a objetos, compiladores e essas novas ferramentas, mudando, aos poucos mas radicalmente, o futuro dessa profissão.