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Eu me formei no mesmo ano que você na escola, e optei por não fazer faculdade (o que contribuiria para um uso maior de IA), mas não me sinto nessa "farsa".

Eu sempre fui claro sempre que comento sobre IA por aqui: Eu nunca peço para que um modelo generativo faça nada para mim. Eu apenas utilizo como uma ferramenta qualquer de pesquisa.

O erro é culpar a ferramenta, sociedade, ou sei-lá o quê (não estou dizendo que é o teu caso), quando na verdade tudo depende das tuas atitudes.

Eu sei o que é programar sem IA. Eu não uso cursor (um lixo na minha opinião). Minha IDE é o Zed, e configuro para parecer apenas um bloco de texto mais poderoso com o rust-analyzer. Enfim, quanto menos dependência, melhor.


Um fato importante que você citou é sobre a escrita. Eu também não me considero um bom escritor, mas não uso inteligência artifical para correção. O motivo? A dependência que eu não quero criar. Se eu preciso melhorar em algo eu estudo mais sobre. Dominar a lingua pátria não deveria ser um dom.

É isso, escrevi esse texto sem ia pra contrariar um pouco, meu desabafo sobre o desânimo dessa falta de diálogo e conexão real por texto

Sinceramente, tanto faz... As pessoas já não estão conversando a muito tempo... Desde que os smartphones chegaram, passam mais tempo repetindo o que outras pessoas falam. A maioria das pessoas não tem identidade própria. Abre uma discussão e não sabe sustentar suas premissas... Esse problema é antigo.

Mas me desanima pensar q muitas vezes nem adianta eu escrever uma mensagem técnica de arquitetura com cuidado explicando, pq a pessoa nem vai ler, vai copiar e jogar na ia pra explicar.

Pensamento inocente demais. Escreva da melhor forma possível. Não interessa o que a pessoa faz com a informação. É que nem conselho, você dá, se essa pessoa vai escutar, é outra história. Dê o seu melhor independemente.

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