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Desenvolvedor sênior nunca foi sinônimo de conhecer a Sintaxe Perfeita, muito menos a API de um framework.
Sênior é o profissional que tem alto nível de maturidade técnica, que consegue entender quais serão os gargalos e os riscos para um ecossistema. Que consegue PROJETAR uma ferramenta de software a partir de uma ideia, e pensar onde existem os perigos de gargalo, superfícies de ataque, pontos de falha.
Sênior é o profissional que sabe "abraçar" uma equipe para transformar as idéias em um projeto real, escalável, financeiramente viável em questões de mão de obra, de hardware e de software.

Escrever linhas de código, de modo massivo, sempre foi trabalho de Júnior, que precisa aprender sobre o que importa dentro de um sistema, compreender o porque de separar uma responsabilidade de outra, porque usar determinada linguagem ou framework.

Pleno é o profissional que já conhece código, já consegue visualizar uma stack completa e consegue otimizar ou melhorar ou refatorar código. Que agora precisa entender onde o MENOS É MAIS, remover complexidades desnecessárias e enfeites ou firulas para manter a estrutura limpa, livre de interferências, preparada para crescimento.

O mercado já percebeu. As contratações para "codificadores puros" estão desacelerando, enquanto a demanda por profissionais que conseguem integrar e orquestrar soluções de IA explode.

Isso sempre foi o mercado, o problema é que por questões de ordem alheia a técnica, desvirtuaram o que é um profissional Sênior, Júnior, Pleno, Master, Treinee e o que mais quiserem colocar. A métrica é que está distorcida, alguns medem por tempo de experiência, outro erro, se o cara ficou 20 anos só fazendo a mesma coisa ele continua sendo o que era o tempo ai só foi perdido. Salário, depende ele não é determinante para a senioridade, uma empresa maior ou menor pode ter diferenças significativas de salários, principalmente para stacks diferentes.

A "HYPE" do momento é discutir clean code ou arquitetura e resiliência de infra-estrutura, e novamente, papo furado, só porque se está usando uma MOTOSERRA para cortar pães não significa habilidade e sim estupidez. O diferencial de nós humanos para as máquinas é saber QUANDO é hora de escalar, COMO economizar recursos quando é necessário.

Deixar a IA fazer as coisas, é um caminho para o abismo.

Um filtro rápido pra separar o que é balela, e o que é realmente importante, se se mantém constante a mais de 5 anos, isso é importante. Por exemplo a arquitetura de redes, desde os anos 80 ainda se manteve. Fundamentos de sistemas e compiladores, desde os anos 70. Framework da moda a cada 6 meses muda....... com base nisso dá pra entender o que é importante e o que é lixo.

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