Mas fazer o quê? Somos humanos e humanos fazem fofoca. É assim que funciona nas comunidades de cybersec, não tenho culpa por isso.
Atualmente tenho pensado bastante sobre comunidades, e a realidade é assustadora.
- O maior canal de Linux do Brasil é apenas um monte de reacts de interfaces Linux.
- O maior canal de programação do Brasil ensina apenas o básico do básico há anos, e nunca vi um vídeo se aprofundando e falando sobre as coisas reais do mercado.
- 90% dos canais de programação são de pessoas que nem entraram no mercado e ainda estão na faculdade.
- Os outros 10% focam em falar o que o público quer ouvir para ganhar dinheiro ou vender cursos.
- A maior parte dos livros produzidos no Brasil também não passa do básico. Raramente existe algum autor brasileiro que compartilhe conhecimento real e profundo.
- As faculdades não querem ensinar a pensar e resolver problemas; apenas seguem uma grade curricular aprovada pelo Estado.
- As empresas não permitem que os profissionais compartilhem o que aprenderam e fizeram no trabalho. Algumas possuem cláusulas rígidas, com multas e processos pesados.
- Quem realmente produz conteúdo de qualidade não é reconhecido. Muitas vezes até desmotivado.
No fim, acontece o que já vemos: ninguém sai do básico. O mercado sempre vai precisar de profissionais, e isso é bom para quem consegue se destacar.
Temos muitos problemas na área de TI, e me arrisco a dizer que sempre será assim. Não há muito o que fazer.
Minha previsão é que, com o passar dos anos, a área de TI fique cada vez mais elitizada.
Pois o mercado não quer saber o que você acha; ele quer resultados. Se o concorrente tem um profissional que testa, discute melhores soluções e reduz o custo operacional em 5%, isso pode ser suficiente para oferecer um preço mais competitivo, ganhar mercado e até levar outra empresa à falência.
No fim, vivemos em um ambiente extremamente competitivo, onde competência e resultados têm cada vez mais peso. Porém, muita gente ainda vive em um conto de fadas.