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Ferramenta para fazer o que exatamente? Porque cybersec não é uma coisa só, tem um milhão de atividades diferentes na área de segurança.

Eu vou assumir que você está falando de fazer pentest em aplicação web, porque em 99% dos casos onde a pessoa não é específica, ela tá falando de web e tá falando de segurança ofensiva.

Vou listar as principais ferramentas que eu uso separado pelas fases do PTES:

  1. Intelligence Gathering: Google, curl, nmap, ffuf, gobuster, OWASP ZAP, Obsidian.
  2. Threat Modeling: Obsidian.
  3. Vulnerability Analysis: OWASP ZAP, nuclei.
  4. Exploitation: N/A - script custom em Python ou Bash.
  5. Post Exploitation: N/A - CLI tools que estiverem disponíveis no servidor e uns scripts bash.
  6. Reporting: Pandoc.

O resto é situacional.

obviamente são muitas ferramentas, muitos casos, muitas utilidades oque nos dificulta em definir.

Não é bem assim, cara. Na real a gente usa bem poucas ferramentas. Cybersec não é sobre aprender a usar ferramentas. Acho que você já viu o termo script kiddie (skid), né? Então, skid que fica focado em ferramentas.

Profissional de segurança de verdade foca em aprender conceitos, métodos, processos e aprender como as coisas funcionam (redes, arquitetura etc).

Ferramenta é só um pequeno detalhe, não é importante.


Uma coisa que é importante você entender, é que QA e cybersec não é a mesma coisa. Eu entendo que seja parecido para quem é leigo em cybersec, mas é muito diferente.

Enquanto o QA tester segue procedimento com o intuito de verificar por requisitos atendidos, o profissional de cybersec faz análise. É muito mais profundo e exige muito mais conhecimento.

Cybersec é área de especialização. Só aprender a usar ferramentas não serve de muita coisa para cybersec. 99% do trabalho é mental e criativo, não rodando e configurando ferramentas.

Faz uns dias que escrevi um post explicando como funciona o raciocínio analítico para encontrar vulnerabilidades. Se quiser ler: https://www.tabnews.com.br/Silva97/como-encontrar-vulnerabilidades

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Cara, concordo 100% com a sua visão conceitual. A fundação teórica, o entendimento de protocolos (HTTP, TCP/IP) e o pensamento analítico/criativo são o que diferenciam um profissional de verdade de um script kiddie. Disso não há dúvida.
Mas acho que você acabou interpretando minha pergunta pelo pior lado possível. Minha intenção não era achar uma 'ferramenta mágica que aperta um botão e hackeia', mas sim entender o workflow de eficiência da galera.
Como mencionei, minha atuação principal hoje é como QA Tester. No meu contexto, o foco é construir esteiras de testes, automação e garantir qualidade/segurança antes do software ir para produção. Na Engenharia de Software real e em escala, ferramenta importa sim, não porque ela substitui o cérebro, mas porque ela traz escala, reprodutibilidade e velocidade. Ninguém em sã consciência vai fazer fuzzing de subdomínios ou caçar vulnerabilidade de dependência antiga (SCA) na unha em todo deploy.
Agradeço a lista que você mandou (inclusive, o combo ffuf + nuclei + OWASP ZAP é excelente para o arroz e feijão de web). Minha dúvida era justamente essa: ver o que o pessoal escolhe para automatizar o trabalho braçal de infraestrutura e reconhecimento para sobrar tempo justamente para a parte que você mencionou: a análise mental e criativa.
Obrigado pelo contraponto e pelo toque sobre o mindset!"

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Mas acho que você acabou interpretando minha pergunta pelo pior lado possível.

Eu só fiquei com a impressão que você estava achando que QA e cybersec é a mesma coisa e quis ser claro. Se eu tivesse interpretado da pior forma, eu não teria respondido com as ferramentas que eu uso.

Na Engenharia de Software real e em escala, ferramenta importa sim, não porque ela substitui o cérebro, mas porque ela traz escala, reprodutibilidade e velocidade.

Importa para QA e não para cybersec. Quando eu disse que ferramenta não importa, eu estava falando de cybersec e deixei claro que QA e cybersec não são a mesma coisa. O seu erro é justamente tá tratando como se fosse tudo a mesma coisa.

E é aí que mora a diferença entre QA e cybersec. Essas ferramentas automatizadas só acham o básico do básico de vulnerabilidades. Para QA, CI/CD etc. é válido e poupa trabalho da equipe de segurança de ter que perder tempo com o basicão...

Mas se um profissional de cybersec fica se apoiando em ferramentas automatizadas, é sinal que ele não sabe o que tá fazendo.

Para por em números, digamos que essas ferramentas pegam os 5% das vulnerabilidades mais básicas e mais manjadas. O profissional de cybersec tem que cuidar dos outros 95%.