Pitch: Mole — do CLI open source ao app Mac com dry-run antes de apagar
Oi, sou o Tw93, autor do Mole.
Resumo rápido: o Mole CLI é um limpador de Mac open source no GitHub (GPL). Cresceu bastante (dezenas de milhares de stars). Depois veio o Mole for Mac, app pago com interface. Não é um pitch só de "compre meu app". Quero contar três decisões técnicas que mudaram o produto, e ouvir se fazem sentido pra quem mexe com Mac e ferramentas de limpeza.
1) O que você NÃO apaga importa mais do que o que apaga
Ferramentas de limpeza gostam de listões "safe to delete". Isso é fácil de vender e perigoso de implementar.
Classifico por custo de recuperar o dado:
- Build output, logs, caches HTTP/GPU: poucos minutos de CPU se o app dono já fechou. Default marcado ok.
node_modules,Pods,venv: parecem cache, mas apagar = baixar de novo. No avião você fica preso. No CLI antigo eu misturei isso; no app Mac tirei tudo que é só redownload da lista de limpeza padrão.- Modelos locais (Ollama etc.): blocos com hash compartilhados entre modelos. Apagar o "bloco grande" pode quebrar outro modelo.
~/.ollama/modelse caches de Hugging Face ficam protegidos: nunca entram no scan de limpeza, só aparecem no analisador de disco. - Histórico de chat de agentes (
~/.claude/projects,~/.codex/sessionse similares): meses de conversa. Vale mais que muito código. Nunca limpa no Mole.
A lista protegida não nasceu no design. Aprendi no susto. Exemplo bobo: com.apple.e5rt.e5bundlecache mora em pasta de cache, nome fala cache, mas é modelo compilado do Apple Neural Engine. CLI antigo limpou. Apps de reconhecimento quebraram até reiniciar. Hoje, se o nome diz "cache", eu pergunto: quem escreve, quem lê depois do reboot, como recupero se eu errar. Se não sei uma das três, deixo quieto.
2) Dry-run de verdade: mostrar antes, apagar depois
O que mais me importa num cleaner não é "quantos GB liberou". É deixar a pessoa ver primeiro.
Fluxo: scan → lista o quê / onde / tamanho → itens duvidosos desmarcados → preferência por Lixeira → tudo no device. Desinstalar junta Application Support, login items e serviços de background numa página só. Já vi Claude com bundle de ~781MB e ~/Library/Application Support/claude com ~7.67GB. Quase nunca é o .app que come o disco.
/macOS Install Data parece um alvo perfeito de 10GB+. Apagar cedo demais pode deixar a máquina incapaz de bootar. No Mole fica só para revisão, desmarcado, atrás de três gates (update pendente / escrito nos últimos 14 dias / instalador rodando). Se um sinal não dá pra ler, o item nem aparece. Na hora de apagar o helper root refaz as checagens e sai com erro se falhar.
Teste bruto que uso em qualquer cleaner: instale dois produtos do mesmo vendor, desinstale um, veja se ele oferece o Application Support pai compartilhado ou o group container. Se oferecer, está batendo nome, não ownership.
3) CLI free vs GUI paga (e por que demorei)
O CLI continua open source, gratuito e atualizado. Só o app desktop é pago: https://mole.fit
Demorei porque o CLI não parecia "pronto". Só comecei o app Mac depois de quase um ano de CLI, quando já sabia o que era seguro apagar e até onde ir. Emails (fora da China principalmente) repetiam: pais / irmã usam Mac e não abrem terminal. Precisavam de algo clicável.
Preço: aprendi na unha que número inventado na hora parece conversão, não decisão. Feedback de usuários de países diferentes (poder de compra, educação, review honesto de "um pouco caro pra algo que um app free também faz") me forçou a tratar preço como produto, não como afterthought.
Links
- Site: https://mole.fit
- CLI no GitHub: https://github.com/tw93/Mole
- História mais longa (EN): https://tw93.fun/en/2026-08-16/mole-mac.html
Sou o autor. Se alguém aqui usa Mac com Claude/Codex/Ollama no dia a dia, topa ler a lista protegida / o fluxo de dry-run e me dizer o que parece frágil? Feedback técnico ajuda mais que like. Obrigado.