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Svelte me decepcionou, Vue 3 me conquistou — e a IA mudou tudo no meio disso

Faz alguns anos publiquei um projeto de contagem de Function Points aqui no TabNews.
Funcionava. Cumpria o papel. Mas chegou a hora de reescrever do zero — e o processo
todo me ensinou bastante coisa.

O que havia de errado com o Svelte

Quando escrevi a primeira versão, usei Svelte. Na época, era uma escolha que eu
defendia com entusiasmo: compilador, bundle pequeno, reatividade elegante e simples.

Mas as versões mais recentes mudaram essa equação. A reatividade — que era o ponto
forte do Svelte — ficou verbose e mais próxima do modelo mental do React. Você começa
a usar $state, $derived, $effect... e em algum ponto para e pensa: "espera, isso
não era pra ser mais simples?".

Para mim, o Svelte perdeu a identidade. Tentou competir com React no próprio terreno
do React, e nessa jogada abriu mão do que o tornava especial.

Por que Vue 3 preencheu esse espaço muito bem

Vue 3 com a Composition API é o oposto disso. A reatividade com ref e reactive é
intuitiva, previsível e robusta. Você entende o que está acontecendo sem precisar
decorar uma nova sintaxe a cada versão.

Alguns pontos que me convenceram na prática:

  • Reatividade granular e explícita — você sabe exatamente o que é reativo e por quê
  • Composition API — organização de lógica por responsabilidade, não por ciclo de vida
  • Ecossistema maduro — Pinia (inclusive criei um plugin chamado Storagefy para ele no npm), Vue Router, Vite... tudo se encaixa sem atrito
  • Vite — o servidor de desenvolvimento é absurdamente rápido, ponto final

A sensação ao trabalhar com Vue 3 é de que as peças foram pensadas para trabalhar
juntas. Não tem gambiarras, não tem workarounds. Você resolve o problema e segue em
frente.

A IA como multiplicador de capacidade

A reescrita do projeto também foi uma oportunidade de trabalhar de um jeito diferente.
Usar IA no processo de desenvolvimento não significa terceirizar o raciocínio —
significa ter um time inteiro trabalhando junto com você.

Adicionei suporte a múltiplos idiomas (i18n) nessa versão. Antes, isso seria dias de
trabalho manual e repetitivo. Com IA, o processo foi guiado: eu definia a estrutura,
revisava o output, ajustava o que não estava certo. O trabalho continuou existindo —
mas eu atuei como desenvolvedor sênior da tarefa, não como executante.

Essa mudança de papel é o que mais me chama atenção. A IA não substitui o
desenvolvedor. Ela eleva o nível de quem já sabe o que quer construir.

O projeto

O Function Point Counter reescrito está disponível para uso, teste e contribuição.
Se Function Points fazem parte do seu dia a dia — ou se você tem curiosidade sobre o
tema — vale experimentar: https://functionpointcounter.com/#/home

E se o Storagefy chamou sua atenção, ele também está disponível:

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Tbm não entendi esse movimento do svelte. Acho que o fim dele começou ali. Foi uma decisão extremamente infeliz. Era tudo tão simples.

Fixei meus 2 projetos principais na versão clássica e nao vou fazer o upgrade.

Curiosamente saí do vue por conta da verbosidade. Soube que ele melhorou isso nas versões mais novas, mas já tinha mudado para o svelte.

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Sim.. eu gostava tanto de Svelte que fiz um router (do meu jeito) para ele
https://www.npmjs.com/package/svelte-client-router
(https://arthurgermano.github.io/svelte-client-router/#/svelte-client-router/v2/presentation)

Tava muito entusiasmado com a tecnologia. Até pedi para incorporarem na empresa em que traabalhava, mas negaram.

A galera não atualiza os conceitos e ainda ficam repetindo que está bom. Enfim, o Vue3 tenho usado nos projetos e está muito próximo do que o Svelte já foi.

Vale a pena conferir.