Vou escrever uma opinião aqui e provavelmente ninguém vai gostar. Mas é a realidade.
Na faculdade, e pós-graducões, raramente utiliza o assunto de estudo. E raramente sabe do que está falando.
Veja que eu disse: raramente. Há exceções com certeza.
Quando fiz a graduação em engenharia elétrica puxei duas matérias da pós graduação de sistemas de controle.
Assunto muito matemático e muito empolgante. Mas servia para quê? Eu pesquisei sobre o assunto e fui para a primeira aula com uma perspextica.
Depois da primeira aula vi que o professor ali não demonstrava domínio do que ele estava falando.
Mas qual a razão disso? Simples: cumprir carga horária e porque ele foi mandado fazer isso. Simples assim. Indaguei o professor várias vezes sobre as aplicações do assunto e depois de muito tempo ele me puxou de lado e disse: eu não domino este assunto. Me foi pedido para dar aula sobre isso e estou aqui dando o meu melhor.
Só validou o que eu já suspeitei desde o primeiro dia. As aulas pareciam que eram basicamente focadas em resolver lista de exercícios sem sentido que não nos levaria a lugar algum. A disciplina era Sistemas de Controle Não-Lineares.
A segunda disciplina da pós-graduação foi totalmente diferente. Era sobre diagnóstico de falahad de motor de indução. E foi ministrada por um professor fenomenal que trabalhou anos na indústria abordando este tema. Porém a aula era focada em problemas práticos.
Quando finalizei a graduação, fui em busca de um mestrado. Depois de 2 anos, larguei. Não fazia mais sentido viver um universo em que de 5 aulas, apenas 1 me mostrava conteúdo real e aplicável.
É triste e fiquei abalado, porque investi horas e horas e horas em produzir artigos. Pesquisas na internet para entender as aplicações dos assuntos e noites viradas com ansiedade, tentando entender se aquilo ali era realmente pra mim.
A verdade é que o sistema de ensino trata os alunos como agentes passivos: eles ouvem a aula, fazem exercícios em casa e vão para a casa ao fim do dia com a falsa perspectiva que estão aprendendo algo.
Quand você promove o aluno a agente ativo da discussão, ele é o protagonista. Mas isso ainda é difícil no Brasil.
Veja, não quero tirar o aluno da posição de buscar o conhecimento após as aulas. Porém é mais importante, e isso é puramente minha opinião, que o tempo de aula seja realmente aproveitado com exemplos, prática e discussão.