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Quando a IA vira promessa fácil: a desinformação por trás dos “gurus” da tecnologia

Essa semana, logo após o trabalho, eu estava navegando pelo YouTube quando me deparei com um workshop/imersão sobre inteligência artificial. O tema me chamou a atenção, afinal, quanto mais conhecimento, melhor.

No entanto, ao longo da live, algo que já não deveria mais me surpreender aconteceu: a venda de um curso. Até aí, nada muito fora do esperado. O que realmente me incomodou foram algumas falas da instrutora, como:

“Agora vamos construir um sistema completo com o Manus, e detalhe: não precisa saber programar.”
“O prompt é simples e é muito melhor do que qualquer sistema que existe hoje. Dá de 10 a 0.”
“Vamos colocar um banco de dados.”
“É só clicar aqui que ele já hospeda.”

Até certo ponto, eu consegui acompanhar. Mas o que mais me incomodou foi a desinformação passada para os alunos. Pelo que percebi, a maioria do público era formada por advogados interessados em Power BI, profissionais de marketing, administradores, gestores de empresas e pessoas de áreas diversas. E eu até entendo como essa live chegou até mim, já que meu computador de “descanso” também é usado pelo meu irmão e pela minha namorada, o que provavelmente influenciou as recomendações do YouTube.

Em determinado momento, não consegui me conter e comecei a questionar no chat até que ponto realmente “não era necessário saber programar”. Perguntei se a arquitetura era segura, se a hospedagem era válida, se aquele discurso não acabava desmerecendo profissionais da área, se ela sabia o que estava acontecendo no código gerado, qual linguagem estava sendo usada, entre outros pontos.

Fiz todas as perguntas em tom de questionamento, não de humilhação. Mesmo assim, todas foram ignoradas. Percebi que minhas mensagens eram lidas, mas não respondidas. Até que, em determinado momento, acabei levando um pequeno bloqueio.

Não sei explicar exatamente o motivo, mas isso me incomodou bastante. Talvez por ser algo diretamente ligado à minha área de interesse e à carreira que escolhi seguir. Ver a programação sendo rebaixada dessa forma, por gurus que sempre existiram e que agora estão surfando no hype da inteligência artificial, ganhando dinheiro de pessoas ingênuas com promessas de milagres, produtividade extrema e dinheiro fácil, é frustrante.

Isso me faz pensar que talvez apenas profissionais da área, ou pessoas com alguma especialidade real no assunto, deveriam ter mais responsabilidade ao falar sobre certos temas. Sei que isso é difícil de controlar na prática, mas fica aqui a minha indignação e também meu sentimento por aqueles que acabam sendo enganados por esse tipo de promessa.

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Entendo, mas voce precisa entender que isso ai não é questão de ser guru, todas as empresas de AI First estão fazendo isso, você é o malvado nessa nova etapa de IA entendeu por isso o bloqueio. O que eles estão vendendo é "Não precisa de programador". Por que programador é o vilão nessa "estória". As empresas que estão demitindo funcionários em troca da IA principalmente de times de desenvolvimento, estão alimentando ainda mais, a IA esta sendo vendida como a vingança contra os programadores que durante anos custaram caro e foram o motivo de menos lucro e mais demora sacou a narrativa? Prepare-se o futuro é negro. E infelizmente esse discurso esta colando, e encontrando referencias, cada pessoa que estava nessa live corrobora isso eles provavelmente em algum nivel concordam que ter um programador é mais empecilho e custo do que vantagem. Eles encaram o programador como um atravessador dispensável entre o consumidor e o código.

É verdade? Claro que não, mas a verdade é subjetiva e basta repetir muito uma mentira para ela se tornar verdade.

O conceito central baseia-se na teoria da "Grande Mentira" (The Big Lie), que foi detalhada pelo ditador Adolf Hitler em seu livro Mein Kampf (1925). Hitler descreveu como as grandes massas são mais facilmente enganadas por uma mentira colossal do que por uma pequena, pois estariam mais dispostas a distorcer pequenos fatos do que aceitar uma falsidade descarada, quem criou a frase foi o seu ministro da propaganda Goebbels.