O que você provavelmente quer descobrir agora é outra coisa: quais são as “casas naturais” do Crompressor.
Ou seja: quais comunidades, conferências, periódicos e workshops discutem a intersecção entre compressão, deduplicação e sistemas P2P.
Mesmo que você não submeta de cara, vale destrinchar esses lugares para entender como a comunidade fala, quais benchmarks usam, quais datasets, quais métricas, qual é o formato dos papers e quais trabalhos você precisa citar.
Eu começaria por aí: mapear 5/10 venues/papers próximos, ler a introdução/metodologia/avaliação deles e adaptar seus textos para esse idioma acadêmico. Não é só “publicar”; é entrar na conversa certa.
E sobre e-mail universitário não é pré-requisito. O que pesa mesmo é o trabalho estar bem escrito com metodologia reproduzível e claims calibradas.
O vínculo acadêmico facilita muito é o acesso às bases de publicações científicas, bibliotecas digitais e periódicos pagos.
Mas isso também tem caminhos. As universidades públicas permitem acesso local às bases dentro da própria biblioteca/campus. Às vezes basta ir até uma biblioteca dessas e acessar as bases IEEE, ACM, Springer, Elsevier através de uma máquina lá.
A parte mais importante talvez seja transformar “eu tenho um motor que funciona” em “eu tenho uma questão de pesquisa, uma hipótese e um experimento reproduzível”.
Depois que você fizer esse dever de casa provavelmente já vai saber exatamente quais pesquisadores poderiam te dar um endorsement justo.
E aí o caminho nem é chegar pedindo nada logo de primeira. O melhor é mandar um e-mail simples: “estou trabalhando nisso, acho que conversa com tal trabalho seu. Se tiver interesse de dar olhada". Pronto.