Boa, clacerda, e você tem razão num ponto: a CazéTV de hoje não é um homem só, é o Casimiro mais um time e uma estrutura de peso. Eu nem disse o contrário, falei que ele começou sozinho, não que opera sozinho hoje.
Mas repara onde encaixei o exemplo. Não usei o Cazé pra dizer que ele produziu a transmissão sozinho. Falei o oposto: o gigante ainda tem mais câmera, mais equipe, mais estrutura. O indivíduo venceu na distribuição, indo onde o público já estava.
E aqui está a diferença que sustenta a tese: transmitir 104 jogos ao vivo em três países exige muita gente de verdade, não tem ferramenta que faça isso sozinha. Software é outra natureza, é justamente o domínio onde o trabalho braçal que antes pedia um time inteiro hoje é absorvido por ferramenta e IA. Por isso uma pessoa constrói o produto sozinha, coisa que no broadcast ainda não dá.
No fundo a gente concorda mais do que parece: eu mesmo escrevi que no produto o indivíduo alcança o gigante, mas na confiança e na distribuição ainda não. Você apontou exatamente essa metade. Daí a pergunta que pra mim é a discussão real: em software, o time já não é preciso pra construir o produto, mas será que ainda é preciso pra construir a confiança? É aí que vejo a fronteira de quem faz sozinho.