Legal demais a ideia de arena + defer.
Sobre auto, tenho sentimentos mistos. Ótimo quando o tipo está evidente no RHS, perigoso quando começa a esconder informação. Então talvez isso seja algo que a própria linguagem possa restringir melhor, não só deixar para “code standart". Sobre := vs =, eu tenderia a deixar explícito.
E sobre o “mais baixo nível que C” / “as good as Rust”: eu entendi melhor agora o que você quis dizer, mas eu tomaria bastante cuidado com essas frases. Como marketing elas são fortes, mas em comunidade técnica/científica o pessoal cobra é precisão.
C já é um wrapper para assembly. Mas muita coisa para controlar o binário gerado tipo alinhamento, seções, naked, freestanding fica espalhado entre atributos específicos do compilador, flags e convenções da toolchain. Então talvez a tese da Carla seja pegar essas coisas que em C são meio "escondidas" e tornar elas primitivas de primeira classe. E deixar isso claro para defender a alegação.
Carla tenta ser “mais baixo nível que C” porque torna explícito na linguagem controle que em C fica implícito na toolchain.
Sobre “Good as Rust”, eu evitaria essa formulação. “Good” é subjetivo demais e abre uma guerra religiosa desnecessária, tem gente que nem acha Rust bom rs (yours truly). Rust só é "bom" porque entrega segurança de memória sem GC.
Carla oferece segurança de memória por arenas e escopos sem trazer toda a complexidade do modelo de ownership do Rust.
Isso é uma promessa técnica bem mais precisa e talvez até mais interessante.
E a melhor dica que posso te dar: não subestime documentação. Não deixa para documentar só quando “a sintaxe estiver pronta”, porque linguagem nunca fica pronta (C++ está aí para provar). Vai deixando a documentação evoluir junto com a implementação. Mesmo que seja provisório, escreva design docs. No mínimo vão te ajudar a pensar melhor.
