Eu tenho a seguinte visão de agentes de IA: São a interface probabilística de interação com a camada determinística. Em outras palavras: é o novo "teclado", ou novo "navegador", ou novo "touchscreen". É só uma interface. Poderosa, mas só interface.
Se delegarmos regras de negócio para a interface decidir, o resultado pode ser caótico.
Agora, o ponto que vc abordou, da amarração das regras de forma rígida, é onde o desenvolvedor (no sentido mais amplo da palavra, quem está concebendo) deverá ajustar a régua. Não é um determinístico VS probabilístico. É pra qual lado a balança pesa mais (falei igual IA agora kkkkk)
Vou dar um exemplo concreto para não ficar abstrato:
Ao desenvolver um agente de agendamentos o mesmo alucinava com a agenda correta (qual id?), com o horário correto (qual horário?), com o profissional correto (qual profissional?).
Minha solução: amarrei no backend, com base em interações do usuário, um novo ID que representava diversos outros IDs por baixo dos panos.
Ex.: ID "s_124" representava {agenda: 'ac5697eb-d692-4835-8dac-c84d14105b7b', horario: '2026-07-21T14:00:00.000Z', profissional: 'c152bbd4-f1d8-481e-8ca4-08c4b1c2b661', servicos:['c2fba37e-42ba-4931-b4f5-fdc1ed301b1c']}
Agora imagina uma lista de 40 slots de horário por dia, na janela de 1 semana para o usuário escolher! Alucinação garantida, pelo excesso de dados.
E de quebra economizei muito token.
Aqui a decisão probabilística foi resumida a um único id, que deterministicamente foi mapeado para diversas decisões internas.
Parabéns pelo artigo!