1

Eu teria cautela em iniciar com app instalado em desktop.
O perfil que vc quer atingir, muitos nem tem computador.
O ideal seria um mobile first, com foco em tarefas automatizadas. O pessoal não tem tempo de manter tudo alimentado o tempo todo. Eu focaria em questões que ele nao poderia deixar de fazer: nota fiscal, gerador de orçamento com compartilhamento com 1 toque na tela, open finance... Tem sistemas com dezenas, talvez centenas de recursos, que só mantem o cliente por conta de nfe. O cliente não usa mais nada.

Sobre o SQLite: para mim o desempenho foi baixo quando precisava avaliar maiores volumes de dados. Mas otimizando talvez dê para contornar. Isso em 2016. Talvez hj esteja melhor, até pq os computadores são mais rápidos.

MySQL: a licença não te permite distribuir o mysql em instaladores. Vc teria que orientar o cliente a instalar separadamente.

Abraços e boa sorte.

Carregando publicação patrocinada...
1

Valeu pelo feedback, pontos bem pertinentes.

Desktop vs mobile: a escolha por desktop não foi por ignorar o perfil do público, foi decisão consciente de escopo pro MVP. MEI que já tem um PC/notebook em casa (mesmo que velho) prefere ferramenta de gestão rodando ali — é onde ele emite nota, controla estoque, olha relatório. Mobile-first faz muito sentido pra tarefa pontual e rápida (compartilhar orçamento, checar saldo), mas cadastro de produto, controle de estoque, relatório de venda... digitar isso no celular é sofrimento. Meu plano é o desktop ser o "centro de operação" e ter app mobile focado só nas tarefas que você citou (orçamento com share de 1 toque, consulta rápida). Não é mobile-first, mas também não é mobile-never.

Automação / recursos que "prendem" o cliente: concordo 100%, e é exatamente por isso que nota fiscal (NF-e/NFS-e) é prioridade de curto prazo, não feature de "versão 5.0". Já tenho a interface preparada (INotaFiscalExporter) pra sair do XML manual e ir pra emissão automática via API assim que fizer sentido financeiro. Orçamento com compartilhamento de 1 toque é ótima sugestão, vou colocar no radar — é exatamente o tipo de coisa que justifica abrir o app todo dia, meu maior risco hoje é virar "mais um sistema que abre uma vez por mês".

SQLite: pra MEI single-user, volume de dados é outra categoria de problema (nunca vai chegar nem perto do que você via em 2016). Mas guardo a ressalva — se o app crescer pra multiusuário ou volume alto, a arquitetura já isola isso em repositórios, então trocar o provider não quebra o resto da aplicação.

MySQL: boa pegada, e você tem razão sobre a licença de distribuição — não dá pra embutir o MySQL Server no instalador sob GPL sem cair em obrigações de licenciamento chatas pra um produto pago. Provavelmente vou pra PostgreSQL quando/se sair do single-user (licença mais permissiva pra esse cenário) ou mantenho SQLite com replicação simples. De qualquer forma, é decisão que só vou tomar quando o problema aparecer de verdade — não adianta complicar a stack agora.

Valeu mesmo pela visão de quem já bateu cabeça com isso. Abraço!