Criei um blog onde a IA faz parte da arquitetura desde o início
Nos últimos meses eu vinha usando IA para praticamente tudo relacionado à criação de conteúdo. Ela ajudava a escrever, revisar textos, criar imagens e pesquisar assuntos. O problema é que o WordPress continuava exigindo vários plugins e integrações para fazer essas ferramentas conversarem entre si.
Em vez de adaptar o fluxo ao WordPress, resolvi fazer o contrário: criar um CMS pensado para esse tipo de trabalho.
A ideia era simples. A IA não seria apenas uma ferramenta para escrever artigos, ela faria parte do funcionamento da plataforma.
Uma das primeiras funcionalidades que desenvolvi foi a geração de conteúdo. O sistema consegue utilizar diferentes modelos para pesquisar um tema, estruturar um artigo otimizado para SEO e deixá-lo pronto para publicação.
Depois implementei uma função que transforma vídeos do YouTube em artigos. Basta informar o link e o sistema utiliza o Gemini para extrair as informações, organizar o conteúdo e gerar um texto que pode ser revisado antes de publicar.
Também queria reduzir o trabalho de distribuição. Por isso integrei o Pinterest diretamente ao CMS utilizando RSS Feed. Cada categoria do blog pode ser associada a uma pasta no Pinterest e, sempre que um novo artigo é publicado, ele entra automaticamente no feed, permitindo que o próprio Pinterest faça a importação e distribuição do conteúdo. Depois de configurado, esse processo acontece sem intervenção manual.
Outra parte importante foi criar uma interface via CLI para trabalhar com agentes de IA. Em vez de abrir várias ferramentas diferentes, consigo executar tarefas como pesquisar assuntos em alta, gerar conteúdo, criar imagens e publicar artigos utilizando comandos.
Como eu também queria vender cursos dentro do mesmo projeto, aproveitei para desenvolver uma área de membros integrada ao ASAAS. Assim foi possível receber pagamentos por Pix e cartão sem depender de várias soluções diferentes.
Além disso, incluí recursos que normalmente acabam sendo adicionados por plugins, como gerenciamento de anúncios, encurtador de links, integração com serviços de e-mail e outras ferramentas que fazem parte da rotina de quem mantém um blog.
O objetivo nunca foi criar um "substituto do WordPress". A intenção era desenvolver uma plataforma voltada para a forma como eu produzo conteúdo hoje.
No final, percebi que boa parte do tempo que eu gastava administrando ferramentas passou a ser usada para revisar ideias e produzir conteúdo novo. A automação assumiu as tarefas repetitivas, enquanto eu continuo decidindo o que vale a pena publicar e como apresentar cada assunto.
Fonte: https://youtu.be/h3WEzW-hxpo