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O seu maior gargalo hoje não é a stack, é a sua resistência em desaprender

A gente passa anos decorando boilerplate, entendendo as nuances de um framework ou como montar um pipeline de deploy impecável. Mas com o ritmo bizarro que as coisas estão mudando com geração de código, ficar apegado a "como as coisas sempre foram feitas" virou uma âncora pesada.

O conceito de "mente de iniciante" nunca me pareceu tão pragmático quanto agora.

Hoje, quem tenta forçar o workflow antigo usando ferramentas modernas de IA acaba frustrado. A habilidade mais valiosa na nossa área deixou de ser aprender uma sintaxe nova; passou a ser a capacidade de desaprender o velho rápido o suficiente para focar apenas em arquitetura e no problema do usuário.

Se você não esvaziar o copo, vai continuar codando como se estivesse em 2018.

Escrevi um pouco mais a fundo sobre como esse ato de desaprender virou um superpoder na prática nesse post, mas a dúvida que me fez abrir essa pauta aqui é outra.

Na visão de vocês, até que ponto a gente deve soltar a mão dos processos clássicos da engenharia de software para adotar esse modo de iteração mais cru e gerado por IA?

Onde fica o limite exato entre ter "mente de iniciante" e entregar um código completamente insustentável a longo prazo?

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Eu liguei o modo desaprender forte, onde deixo as coisas o mais fluidas para eu ir conectando os pontos e ter projetos os mais livres possíveis, a liberdade que senti que existe não me faz querer voltar para este modelo antigo nunca mais sem ser extremamente bem pago.