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Tomara que a Alemanha tenha mais sorte!

Em 2008, quando entrei no serviço público, aqui no Brasil, o governo federal tentou implementar algo parecido. Não era nada obrigado, como parece estar sendo na Alemanha, apenas sugestões que eram encabeçadas pela Secretaria de Tecnologia da Informação ligada ao Ministério do Planjamento(nem sei se ainda existe). Tinha iniciativas como o portal do Software Público Brasileiro e outras, a Câmara de Deputados(a parte técnica) também tinha boas iniciativas e pouco depois deu boas contribuições. Na universidade onde eu trabalhava, ministramos cursos de toda a suíte do OpenOffice e do Moodle, tínhamos até um servidorzinho de e-mail, que era simples e com pouco espaço, mas era instalado no nosso servidor. Nesse tempo a gente nem falava tanto em soberania digital, era apenas uma forma de ficar livre para decidir a solução mais barata e mais adapatada ao serviço público. Tecnicamente era a escolha mais simples e correta.

Nem preciso dizer que isso não foi muito pra frente. Hoje a maioria das universidades está presa às ferramentas de Google e Microsoft, e nem fazem questão de sair. Isso nem é levado em consideeração mesmo nesses tempos sombrios. Acho que a única coisa que sobrou de livre na universidade foram os portais, que passaram de "Joomla!" para Wordpress e um sistema de tickets, que era voltado para o atendimento de TI, mas foi personalizado(a maravilha do software livre) e hoje todos os setores da universidade utilizam para organizar suas demandas.

Será que ainda existe espaço para servidores locais(ou nuvens próprias) e ferramentas autogeridas, ou a batalha pela soberania dos dados no meio acadêmico já foi perdida?

Mais um vez, boa sorte para a Alemanha!

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Seria maravilhoso se isso tivesse ido pra frente na época. Google docs é limitado e as ferramentas da microsoft são todas pagas, o que prejudica pessoas que querem aprender e pouquissimas conhecem o Libre Office.

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