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2 centavos aqui. Evolução natural como uma "revolução" que "aconteceu" de outras "revoluções" que ELIMINA? (o nome é SELEÇÃO, e não tem mérito nenhum envolvido aí (é NATURAL). A espécie só calhou de ser mais adaptada ao ambiente e sobreviveu). Sua forma de pensar de antemão já está toda errada. Quaisquer conclusões são descartáveis.

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Você está discutindo a forma e ignorando o argumento. Usei “revolução” em sentido figurado, como uma transformação profunda, e não como um termo técnico da biologia. Em nenhum momento atribuí mérito moral à seleção natural.

Posso reformular: mudanças ambientais favorecem os organismos mais adaptados àquelas condições, enquanto outros perdem espaço ou desaparecem. Minha analogia trata justamente da necessidade de adaptação diante de grandes transformações tecnológicas.

Apontar uma imprecisão terminológica é válido. Afirmar que, por causa dela, todas as demais conclusões são descartáveis não é uma refutação — é apenas uma maneira conveniente de fugir do argumento central.

Esse me parece mais um discurso de alguém trabalhando confortavelmente em home office, com preguiça de reagir e procurando culpados pela própria insegurança.

Fiquei desempregado de janeiro a abril. Tenho três filhos, uma casa em construção e, naquele momento, estava com praticamente zero reais na conta, justamente porque havia investido minhas economias na obra. Fiz Uber, tentei alugar um posto para abrir um lava-rápido, vendi produtos no Mercado Livre e gastei o pouco que ainda tinha guardado. Mesmo assim, continuei acreditando, lutando e rezando. Então Deus abriu uma porta, porque trabalho, perseverança e fé vencem obstáculos que, à primeira vista, parecem intransponíveis.

A inteligência artificial é apenas mais uma ferramenta, assim como um dia foram as IDEs e como serão tantas outras tecnologias que ainda surgirão. Fico imaginando o que essas pessoas farão quando a humanidade superar as atuais barreiras energéticas ou quando tecnologias que hoje parecem ficção científica — como viagens interestelares ou algo semelhante à velocidade de dobra — se tornarem realidade. Também vão exigir que o progresso pare?

O choro é livre; a vitória, infelizmente, é para poucos. E não estou escrevendo isso para convencer você, muito menos o HerbertGeorgeWells. Estou falando para quem é da geração Z, está começando agora e ainda não absorveu esse pensamento de velho acomodado. Digo isso tendo mais de 40 anos: não compre o derrotismo de uma geração que muitas vezes prefere reclamar e procurar culpados.

Trabalhe, estude e desenvolva sua competência. Pessoas preparadas, persistentes e que não têm medo do trabalho sempre terão mais chances de vencer.

Na minha família, tenho o exemplo de uma tia que trabalhou como vendedora no Brás, em São Paulo. Desde a década de 1990, trabalhava de segunda a sábado vendendo roupas em uma loja. Com o salário de vendedora, conseguiu comprar uma casa. Em 2012, vendeu esse imóvel por mais de R$ 1 milhão, comprou um terreno, construiu um condomínio de prédios e mudou completamente a própria vida.

Ela não tinha a IA ameaçando seu emprego, mas seu trabalho sempre esteve ameaçado porque a profissão de vendedora é instável e ingrata. Ainda assim, nunca fez da reclamação um projeto de vida. Veio da roça, trabalhou e venceu.

Quanto mais leio argumentos como esse, mais compreendo o conceito da “classe dos inúteis”, difundido por Yuval Noah Harari. Talvez ele tenha errado apenas na data: essa classe não surgirá em 2050, porque já está entre nós.

Na vida, diante das dificuldades, existem duas escolhas: lutar ou sucumbir. Todo o restante é justificativa para a inércia. Com a ajuda de Deus e da minha família, escolhi lutar. Trabalho, perseverança e fé não garantem uma vida sem dificuldades, mas são as únicas forças capazes de nos tirar delas.