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A evolução do vibe coding

Há pouco mais de um ano, no dia 2 de fevereiro de 2025, @kaparthy escrevia o que dali surgiria a palavra do ano de 2025 do dicionário Collins:

Há um novo tipo de programação que eu chamo de “vibe coding”, em que você se entrega totalmente à vibe, abraça os exponenciais e esquece até que o código existe. (...)

Original

There's a new kind of coding I call "vibe coding", where you fully give in to the vibes, embrace exponentials, and forget that the code even exists. (...)

Veja o Tweet na íntegra aqui

Parafraseando Andrej, na época, a capacidade dos LLMs era baixa o suficiente para que você usasse “vibe coding” principalmente por diversão, em projetos descartáveis, demos e explorações. Era divertido e quase funcionava.

As coisas mais impressionantes, em alta, que tínhamos eram Lovable, v0, bolt.new...

Kaparthy diz que "hoje, um ano depois, programar com agentes de LLM está cada vez mais se tornando um fluxo de trabalho padrão para profissionais, mas com mais supervisão e análise crítica. O objetivo é obter o ganho de produtividade do uso de agentes sem comprometer a qualidade do software."

É notável a evolução das ferramentas de IA nos últimos 12 meses. Chamar o que temos hoje em comparação à 1 ano atrás de "vibe coding" soa até estranho se você pensar que "vibe codar" era algo feito "por diversão" e em "projetos descartáveis". Hoje usamos as mesmas ferramentas (agora melhores) pra casos reais, profissionais.

Então o criador do termo "vibe coding" trouxe sua evolução:



Muitas pessoas tentaram encontrar um nome melhor para diferenciar isso de vibe coding. Pessoalmente, meu favorito no momento é “agentic engineering”.

Original

Many people have tried to come up with a better name for this to differentiate it from vibe coding, personally my current favorite "agentic engineering"

Veja o Tweet na íntegra aqui

Ele explica que “agentic” se dá porque o novo padrão é que você não está escrevendo o código diretamente em 99% do tempo. Você está orquestrando agentes que fazem isso e atuando como supervisão.

E “engineering” para enfatizar que existe arte e ciência envolvidas, além de especialização. É algo que pode ser aprendido e aprimorado, com uma profundidade própria, de um tipo diferente.

Entretanto, apesar da clara evolução dessa nova abordagem de produzir software, ainda estamos aprendendo as melhores práticas dessa ciência.

Estou ansioso pelo que está por vir.

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ainda tem muito o que melhorar

Temos espaço para melhorias, mas não significa que o que já temos agora não é satisfatório para obter um resultado profissional.

Esse povo que tá viajando na maionese, usando recursos das empresas pra fazer tudo pela IA, tá de boa agora vendo o agente cuspir código a rodo, gerando arquivos .css e .js com 5 mil linhas, seguindo na vibe...

Claro, precisamos ser responsáveis com nossos recursos. Mas "fazer tudo pela IA" não é igual à ser irresponsável com os recursos. É possível obter código igual ou melhor do que você faria na mão. Basta orientar a IA da maneira correta.

Linus dizendo que o código produzido pela IA foi melhor do que ele poderia ter escrito na mão.

Você não está sozinho ao pensar que talvez não seja a hora de usar IA pra substituir código feito à mão em alguns projetos grandes. Linus também pensa assim.

Mas, com todo respeito ao Linus e ao Fábio Akita (afinal, quem sou eu perto deles?), eles são referência na nossa área, mas quanto ao desenvolvimento com IA, são iniciantes. Akita começou a experimentar essa abordagem agora, enquanto que outros desenvolvedores já estão discutindo melhores práticas dentro dessa abordagem de desenvolvimento orientado à IA, se é que dá pra chamar assim. Veja, por exemplo, esse artigo da Birgitta no blog do Martin Fowler (pai da refatoração, inventor do padrão Strangler Fig): Understanding Spec-Driven-Development.

Fonte: DHH - Promoting AI Agents

DHH já admite que as IAs são "totalmente capazes de produzir código de nível de produção para bases de código da vida real", apesar de ainda ter um pouco de ceticismo de deixar as máquinas escreverem totalmente o código.

Eu tenho usado o opencode, com modelos gratuitos. E tem muita coisa que depois preciso dar um tapa. Imagino que com Claude/Code, usando o tal modelo Opus da Anthropic, o processo seja bem melhor. Mas não penso em pagar por agora, quero esperar para ver como a coisa amadurece.

Os modelos gratuitos não produzem resultado da mesma qualidade, obviamente.

Fonte: LMArena

Os que mais se aproximam são os da Z.AI (GLM) e Minimax, mas tenho a impressão que estes, na modalidade gratuita do opencode, são nerfados. Se não pode pagar pelo Claude, pegue um plano da Z.AI.

A gente não pode esquecer que o uso contínuo de IA pode causar atrofia da capacidade cognitiva (sairam novos estudos mês passado). Em nosso caso, a habilidade de codificar e solucionar problemas.

Codificar é um meio que usamos (usávamos?) para resolver os problemas. A especificação de como o problema deve ser resolvido, a arquitetura, decisões, são tomadas (ou deveriam ser) bem antes da codificação. Se você ama escrever código, tenho más notícias.