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Projeto muito legal, parabéns pela iniciativa.

Só queria levantar um ponto que acho delicado: a questão do score. Troca de partido, por exemplo, nem sempre é algo ruim. Em alguns casos o parlamentar é expulso por divergência ideológica ou por se opor a decisões impopulares do próprio partido. Tratar toda troca como demérito pode gerar distorções sem uma análise de contexto, e isso é bem difícil de automatizar.

Sobre as cotas parlamentares: gastar pouco não significa necessariamente bom desempenho. Um deputado pode ser econômico e, ao mesmo tempo, não apresentar projetos relevantes, não relatar propostas e ter baixa atuação legislativa. Nesse caso, a lógica aplicada pode acabar beneficiando alguém que foi pouco produtivo.

Sobre a aprovação de projetos: cada projeto tem um peso, uma importância, e exige mais tempo pra elaborar e aprovar. Só mensurar o quantitativo não é legal, e é difícil saber o impacto positivo ou negativo dele na sociedade. O projeto de uma Reforma Tributária não pode ter o mesmo peso de um projeto que cria o Dia Nacional do Programador Ruby.

Acredito que seja interessante focar mais em dar clareza nos dados públicos e não criar ranking disso ou daquilo, porque dependendo do algoritmo usado, você acaba beneficiando Partido A ou Partido B de acordo com a sua predileção. No geral, a ideia é excelente e tem tudo pra evoluir muito.

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Oi filipericardo! Obrigado pelo feedback!

Faz sentido verificar o contexto na troca de partido. Na implementação atual, a fidelidade partidária é um indicador separado do score por causa disso mesmo... mas é algo que vou pensar. A idéia era pegar principalmente quem vai pro centrão, terminou virando um score.

O score de efetividade pondera produção legislativa (proposições substantivas (PEC, PLP, etc) + aprovações + leis sancionadas), participação/presença e gasto (percentil invertido de gastos). Pesos 4-3-3, respectivamente.

Se um deputado gasta pouco MAS não produz nada vai ter no máximo 30/100. Talvez ainda seja muito.

Outra idéia é considerar o "custo/produção", mas daí tem a armadilha de a pessa ter feito MUITA coisa mas poucas relevantes.