O que aprendi conversando com fundadores sobre qualidade, custo e troca de modelos de IA
Custo só vira problema com volume. Eu achava que o custo de API seria o maior problema. Um dos fundadores com quem conversei, de uma EdTech com IA, gastou cerca de R$ 20 em meses de testes, com uns 40 usuários. Para ele, custo simplesmente não é uma preocupação hoje. Ele mesmo resumiu bem: as coisas só mudam quando entram usuários em massa.
Qualidade é problema desde o primeiro dia. A qualidade das respostas já era uma preocupação séria, mesmo no MVP. Ele trocou para modelos chineses por causa do preço e descobriu que não dá para simplesmente trocar: o novo modelo reage diferente, e foi preciso testar e calibrar. Ele criou sozinho uma metodologia de avaliação, um padrão de notas como referência e painéis para acompanhar se o modelo começa a alucinar ou desviar com o tempo.
Isso bate com pesquisas do setor: quase todo mundo monitora se a IA está funcionando, mas bem menos gente testa de forma sistemática se ela está acertando.
Todo mundo acaba construindo a própria solução. O que mais me chamou atenção é que ele já tinha resolvido, por conta própria, a escolha de modelo por função, os testes de qualidade e até travas para uso incomum. Ou seja, o problema é real, mas cada fundador está reinventando a mesma coisa do zero.
Para quem usa IA dentro do produto:
- Como vocês escolheram o modelo que usam hoje?
- Já trocaram de modelo? Como garantiram que a qualidade não caiu?
- A partir de que momento o custo começou a pesar para vocês?
Também criei o Tokens & Tração, um grupo no WhatsApp para fundadores de startups que constroem com IA trocarem experiências sobre escolha de modelos, custos, qualidade e o dia a dia de colocar IA em produção. Sem venda, só conversa entre quem está construindo. Se fizer sentido para você, comenta aqui ou me chama em mensagem que eu envio o convite.