A Frustração de Criar Algo que Ninguém Usa
Faz quatro meses que publiquei a primeira versão do Verbum. Comecei por uma necessidade minha, ter num só lugar tudo o que preciso pra me aprofundar na fé, e com o tempo vi que muita gente sentia o mesmo.
De lá pra cá, desenvolvi várias funcionalidades que surgiram de sugestões de pessoas do meio. Sou grato por cada uma. Mas confesso que fico me perguntando por que o uso não acompanhou.
Passei dias nisso. O que não está bom? Cheguei a pensar que talvez não tenha nada de errado, e isso deixa a pergunta ainda mais difícil.
O Verbum é gratuito, rápido, bonito, prático, e foi feito desde a primeira linha pra resolver um problema real. Pra mim, ele resolve. Por isso não consigo entender como algo assim pode passar batido.
Primeiro achei que faltavam funcionalidades, então criei novas. Depois achei que faltava algo que o tornasse indispensável. Mas quanto mais eu construía, mais percebia que estava resolvendo um problema diferente do que me fez começar.
Talvez nunca tenha sido falta de funcionalidade. Talvez a necessidade que eu sinto não seja a de todo mundo. Ou seja, mas não a ponto de mudar o hábito. E tudo bem, eu só demorei pra aceitar isso.
A gente cria algo e acha natural que os outros vejam o mesmo valor que a gente vê. Mas reconhecer que algo é bom é uma coisa. Querer usar é outra.
Hoje não sei qual é a resposta. Continuo acreditando no Verbum, só que agora entendo que construir um bom produto e fazer as pessoas usarem são desafios bem diferentes.
Por isso queria te convidar a conhecer o Verbum e me contar, com sinceridade, o que achou. Se serve, se não serve, o que falta ou o que sobra. Seu olhar me ajuda mais do que mais uma funcionalidade.