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Office 2024 ainda faz sentido em 2026? Acho que depende mais do seu jeito de trabalhar

Nos últimos anos, praticamente tudo virou assinatura.

Streaming, armazenamento, ferramentas de design, inteligência artificial e, claro, software de produtividade.

Por isso, uma coisa no Office 2024 me chamou atenção: enquanto boa parte do mercado está tentando nos acostumar a pagar todos os meses, ele continua seguindo uma lógica bem mais tradicional — você compra uma versão e usa aquela versão.

Isso me fez pensar em uma pergunta que parece simples, mas não é:

em 2026, ainda faz sentido comprar uma versão do Office sem assinatura?

Na minha visão, a resposta depende muito menos de qual produto é "melhor" e muito mais de como você realmente usa o computador.

O que muda na prática?

O Office 2024 continua trazendo aplicativos que praticamente todo mundo conhece, como Word, Excel e PowerPoint.

A diferença mais importante não está exatamente nesses nomes, mas no modelo.

Segundo a própria Microsoft, o Office 2024 é uma compra única para um computador. Já o Microsoft 365 funciona como assinatura e recebe continuamente novos recursos, além de incluir serviços conectados à nuvem.

Ou seja, são propostas diferentes.

Quem gosta de sempre receber funções novas, trabalha em vários dispositivos e depende bastante de recursos online provavelmente vai enxergar mais valor no Microsoft 365.

Mas existe outro tipo de usuário.

É aquela pessoa que abre o Word para trabalhar, usa Excel para planilhas, prepara algumas apresentações no PowerPoint e simplesmente quer que essas ferramentas continuem funcionando.

Para esse perfil, pagar uma assinatura indefinidamente nem sempre parece tão interessante.

Nem todo mundo precisa de novidades todos os meses

Acho que esse é um ponto que muitas comparações acabam ignorando.

Quando falamos de software, é fácil cair na ideia de que a opção com mais recursos é automaticamente a melhor.

Mas quantos desses recursos realmente entram na nossa rotina?

Eu consigo entender perfeitamente alguém preferindo receber continuamente novidades e integrações. Para trabalho colaborativo, empresas ou quem vive dentro do ecossistema da Microsoft, isso pode fazer bastante diferença.

Por outro lado, também consigo entender quem pensa:

"Eu só quero Word, Excel e PowerPoint funcionando no meu computador."

Nesse cenário, uma licença permanente volta a fazer sentido.

Não porque seja mais moderna.

Justamente porque é mais simples.

O Office 2024 também não ficou parado no tempo

Outra impressão que eu tinha era que uma versão permanente seria praticamente uma versão antiga do Office com outro nome.

Não é exatamente assim.

A Microsoft adicionou ao Office 2024 melhorias como novas funções no Excel, melhorias de acessibilidade, recuperação de sessão no Word e mudanças visuais.

Não é o mesmo ritmo de evolução do Microsoft 365 — e nem pretende ser.

O Office 2024 funciona mais como uma fotografia daquele momento do produto: você recebe aquele conjunto de funcionalidades, atualizações de segurança e correções, mas não deve esperar receber todas as novidades que aparecerem posteriormente no Microsoft 365.

E existe uma consequência importante disso.

Quando surgir uma futura grande versão do Office, quem comprou o Office 2024 não recebe automaticamente essa nova versão.

É um detalhe que vale considerar antes de escolher apenas olhando para o preço.

Foi justamente o preço que me fez pensar nisso

Recentemente encontrei um vídeo discutindo justamente como o preço do Office 2024 está ficando curioso quando comparado com outros produtos da própria Microsoft.

Achei interessante porque ele levanta uma discussão que vai além de simplesmente "comprar barato".

A pergunta passa a ser:

quanto vale para você deixar de ter mais uma assinatura mensal?

Para quem quiser assistir, deixo o vídeo aqui: https://www.youtube.com/watch?v=o1ojh5K_-kI&t=17s

O vídeo me parece um bom complemento para quem está tentando entender onde o Office 2024 se encaixa hoje, especialmente considerando que existem tantas opções diferentes de licença e assinatura.

Eu não escolheria apenas pelo preço

Se eu estivesse decidindo entre Office 2024 e Microsoft 365, começaria olhando para a rotina, não para a tabela de preços.

Quem trabalha em vários dispositivos, precisa de armazenamento na nuvem, colaboração constante e quer sempre as funções mais recentes provavelmente vai aproveitar melhor uma assinatura.

Quem trabalha principalmente em um computador e prefere uma ferramenta mais previsível pode enxergar mais sentido no Office 2024.

Nenhuma das duas escolhas é automaticamente correta.

O erro, na minha opinião, é pagar todos os meses por benefícios que você praticamente nunca usa — ou comprar uma versão permanente esperando receber funcionalidades que fazem parte da proposta de uma assinatura.

No fim, acho interessante ainda existir essa escolha.

Em uma época em que quase todo software tenta transformar o usuário em assinante, poder simplesmente comprar uma ferramenta e continuar usando aquela versão ainda tem valor para algumas pessoas.

E vocês?

Para software que vocês usam todos os dias, preferem pagar uma vez por uma versão fixa ou manter uma assinatura para receber atualizações e novos recursos?

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