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Fala, Luiz Felipe. Li todo o seu post, e o fato de você ter dedicado tempo para escrever um texto tão detalhado apenas para entender o que está acontecendo mostra o tamanho da sua frustração. E olha, você tem toda a razão em se sentir assim. Quero conversar com você sobre isso de profissional para profissional, para fazermos uma análise mais profunda e tentar te mostrar um outro ângulo dessa situação.

Existe uma regra não escrita na nossa área: apenas grandes profissionais conseguem reconhecer grandes profissionais com facilidade, e fazem isso percebendo sutilezas. Quando você fala da sua bagagem, dos seus 15 anos de experiência, de mexer no kernel do Linux e de corrigir erros de quem tem décadas de carreira, quem tem tempo de estrada lê isso e entende perfeitamente: é autoconfiança validada. É você colocando as cartas na mesa para dizer "pessoal, eu tenho base no que estou falando".

O problema é que, para quem não tem essa mesma maturidade, isso soa de forma completamente diferente. Eles não leem como validação, eles encaram diretamente como arrogância. É uma reação quase instintiva.

Você cravou a resposta em um comentário seu: o problema são as pessoas daqui. O TabNews, hoje, não é um fórum de especialistas seniores debatendo as minúcias de arquitetura de software ou AppSec. É um mar de iniciantes. É uma galera que está começando, cheia de ansiedade, querendo dicas rápidas, soluções prontas e acolhimento. É como tentar servir um prato de alta gastronomia complexa para quem está na fila do fast-food com pressa. O prato é excelente, mas o público não está com o paladar treinado para ele naquele momento. Eles dão downvote não porque refutaram a técnica do seu texto, mas porque a sua postura os intimida.

Para você ter uma ideia mais clara de como essa dinâmica do público funciona, eu mesmo aplico uma estratégia bem pragmática quando decido focar nas minhas semanas de postagem por aqui. A cada três dias, mais ou menos, eu emplaco um post no Top 1 da plataforma (tenho um lá agora mesmo, inclusive). Sabe como? Entregando exatamente o que essa audiência quer consumir.

Às vezes, eu lanço um post deliberadamente desonesto sobre algum assunto polêmico. A ideia é fazer barulho mesmo, provocar a indignação da galera, seguindo o velho "falem mal, mas falem de mim". Faço isso porque tenho interesse em capturar um certo perfil de audiência e, para aparecer, você precisa dar a eles o prazer de te refutar com vontade.

Outras vezes, eu mudo a chave e posto conteúdos bem voltados para o iniciante. O júnior já vive estressado, na pressão de ter que acompanhar tudo o que é novo. Eu aproveito esse exato estresse e solto "alertas catastróficos", mostrando os perigos na borda do caminho de forma bem simples. Eles adoram, porque dá a sensação de que estão ganhando vantagem. No fim do dia, eu apenas vendo para eles o que eles já estão procurando.

O seu "problema", Luiz, é que você está tentando entregar a realidade dura e técnica para quem quer conforto e entretenimento. A sua abordagem é fantástica, mas choca de frente com a expectativa do público.

Mas não se engane achando que ninguém te lê ou que o seu trabalho é inútil. Você tem audiência sim. Eu sou um cara que lê praticamente tudo o que você escreve. O seu conteúdo é tão fora da curva que, para não perder os seus posts no meio de tanto ruído e postagem rasa, eu criei um sistema próprio de busca e filtro. Fiz isso justamente para garimpar as melhores coisas da plataforma e garantir que pérolas como os seus artigos cheguem até mim. Se quiser dar uma olhada de curiosidade, está no meu GitHub: https://github.com/edilsonmaia/searchme.

Não leve esses pontinhos negativos para o lado pessoal e não deixe isso minar a sua vontade de compartilhar conhecimento. O sistema permite que qualquer um julgue um conteúdo, mas o peso desse julgamento depende de quem clica. Continue escrevendo, porque quem realmente entende do assunto está acompanhando você de perto.

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Interessante, cheguei a essa mesma conclusão alguns meses atrás.

Atualmente, estou em uma fase de fazer, entregar resultados e ser reconhecido por isso. Quem realmente faz a diferença no mundo da programação é quem está fazendo e operando na linha de frente: criando, testando, desenvolvendo e trabalhando em empresas.

Ficar buscando diquinhas de programação, ideias de pitch que não vão durar seis meses ou discutindo qual modelo de IA é melhor não leva a lugar algum.

A realidade é que, se você não consegue entregar o que o mercado quer: reduzir custos de operação, escalar sistemas, garantir segurança, corrigir bugs, fazer monitoramento e criar funcionalidades para não perder clientes, o mercado vai te descartar.

O mercado não quer saber qual Linux você usa ou pretende usar. Ele quer saber qual solução será mais barata e capaz de resolver o problema dele.

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Obrigado pelo comentário! Realmente, a galera com quem eu mais me dou bem é justamente a galera com conhecimento profundo ou que deseja ter conhecimento profundo. A gente fala a mesma língua. :)

Acho que as pessoas com conhecimento "raso" (ou não-profundo, para não soar ofensivo) não sabem a diferença entre certeza embasada de certeza cega. Se eu tenho confiança no meu conhecimento, é justamente porque eu tenho muito embasamento para essa confiança. E olha que eu sou uma pessoa insegura e, no geral, com baixa autoestima (mas estou melhorando disso).

Não é fácil eu ter certeza sobre alguma coisa. Quando eu tenho, a certeza vem acompanhada de muitos anos de experiência, muitos anos de estudos e muita validação externa de gente foda que realmente entende do assunto. Os três, nunca só uma coisa ou outra.