Complementando o ponto do cacatua sobre não ter disparo em massa, que é onde está o grosso da proteção.
Um pouco de como funciona por dentro: o prospect é um servidor (Node + SQLite) e um agente que roda no computador de quem usa. O WhatsApp é conectado no agente, pelo QR code, igual ao WhatsApp Web, então o envio sai do número e da máquina da própria pessoa, não de um servidor nosso disparando para todo mundo. A base dos recém-abertos sai dos dados abertos de CNPJ que a Receita publica todo mês, filtrada por data de abertura e por CNAE, e cruzada com a lista de municípios do IBGE pra busca por cidade, região ou estado.
O envio em si tem estas travas:
- Fila serial por número: uma mensagem por vez, com intervalo mínimo entre envios e um jitter sorteado em cima, mais um teto diário por conta.
- Aquecimento: número recém-conectado espera antes do primeiro envio e o teto diário sobe em rampa conforme a idade da conta.
- Sem texto repetido: cada mensagem tem um hash normalizado (sem acento, caixa e espaço), e o envio é barrado se o mesmo texto já saiu. Também tem um filtro de palavras que costumam cair em denúncia de spam.
- Opt-out automático: toda resposta passa por um detector de pedido de parada ("para de mandar", "me tira da lista", "não tenho interesse"...). Áudio é transcrito antes e passa pelo mesmo filtro. Bateu, o número entra numa lista de supressão e nenhum envio sai mais para ele.
- Filtro na origem: telefone que aparece em vários CNPJs (normalmente do contador que abriu a empresa) ou número de enchimento é descartado antes de virar lead.
- Uma abordagem por negócio: a primeira mensagem só confirma o número, sem oferta, e quem não responde recebe no máximo uma retomada. Se outra conta já está conversando com aquele negócio, ele nem aparece na busca dos outros.
- Entrega rastreada: o agente devolve ao servidor a confirmação do WhatsApp (entregue, lida), então dá pra separar quem não recebeu de quem leu e não respondeu, em vez de insistir no escuro.
- Modo automático só em horário comercial, e as respostas ficam na caixa pra pessoa decidir o que fazer.
Somando isso, o volume que chega em cada número é o de alguém da cidade oferecendo um serviço, não de campanha.