Modelo Gradual de Vida: Oque seria a morte então?
ALERTA! Esta publicação é uma continuação direta da publicação sobre minha prova de conceito do Modelo Gradual de Vida. Recomendo ler a anterior antes desta.
Então... o que é morte?
Na publicação anterior, propus o Modelo Gradual de Vida.
A ideia era abandonar a visão binária de vida.
Em vez de perguntar:
“Isso está vivo ou não?”
a pergunta passa a ser:
“Quão vivo isso está?”
A medição ocorre por cinco variáveis:
- A = Autonomia Energética
- M = Manutenção Estrutural
- R = Replicação
- E = Evolução/Adaptação
- I = Informação Interna
Com isso:
[
V = \frac{A+M+R+E+I}{5}
]
Mas isso gera uma consequência inevitável:
se vida não é binária, então morte provavelmente também não é.
O problema da morte
Em um comentário anterior, luzgus levantou uma observação importante:
"Outras perguntas se abrem também. Os significados de morte. Seria só a porcentagem inversa do grau de vida, ou precisaria de um novo significado?"
Pensando melhor, a resposta parece ser:
morte não é simplesmente o inverso da vida.
Não faria sentido definir:
[
Morte = 1 - Vida
]
porque aquilo que chamamos de morto ainda preserva propriedades associadas à vida.
Um cadáver não vira instantaneamente um sistema completamente inerte.
Um cadáver está 0% vivo?
Intuitivamente, diríamos que sim.
Mas usando o modelo:
-
A = 0.00
O organismo não consegue mais captar ou gerenciar energia como unidade. -
M = 0.20
O corpo ainda mantém certa estrutura organizada por algum tempo. -
R = 0.00
Não há mais capacidade de reprodução funcional. -
E = 0.00
Não responde ao ambiente como sistema integrado. -
I = 0.35
DNA, proteínas e parte da arquitetura estrutural ainda existem.
Logo:
[
V = \frac{0+0.20+0+0+0.35}{5}=0.11
]
Resultado:
11% vivo.
Ou seja, um organismo pode estar morto funcionalmente, mas ainda preservar parte das propriedades que chamamos de vida.
Talvez existam duas mortes
Isso sugere que morte não seja um único evento.
Talvez existam duas definições:
Morte funcional
Quando o sistema perde irreversivelmente sua integração global.
Exemplos:
- morte cerebral;
- parada irreversível;
- falência sistêmica.
Aqui o organismo deixa de existir como unidade autônoma.
Dissolução material
Processo gradual posterior.
Com o tempo:
- tecidos degradam;
- informação estrutural se perde;
- organização desaparece.
Bactérias, fungos e outros organismos passam a utilizar essa matéria.
O sistema anterior desaparece, mas outros surgem sobre ele.
Então morte existe?
Talvez não da forma como normalmente pensamos.
A noção comum de morte sugere:
interrupção total da vida.
Mas o modelo aponta outra possibilidade:
morte não é ausência total de vida.
É perda irreversível da identidade funcional de um sistema.
O organismo deixa de existir como aquele padrão específico.
Mas matéria, energia e parte da informação permanecem temporariamente.
Talvez morrer não seja “virar nada”.
Talvez seja apenas deixar de sustentar aquela organização específica.
Nesse caso, morte não seria exatamente o oposto da vida.
Seria apenas o colapso irreversível de uma forma organizada de existência.....
Ok, talvez eu deva ir tocar um pouco de grama, levei sso longe demais.
(forma irrefutavelmente profissional de separar texto)
eu gostei de ler os comentarios do post anterior
E - U -- L - E - I - O -- T - O - D - O - S
Então eu gostaria de saber qual é a sua opnião!
comente seus pensamentos sobre o conceito e adorarei ver a visão de voces!