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Streaming. o salvador que se tornou o vilão.

Ato 1: O início

Na época em que era comum usar CDs para assistir a qualquer tipo de mídia, também era comum, em nosso país, principalmente pela desvalorização de nosssa moeda, a pirataria.

Quando alguém queria ver um filme ou uma série, ia até a banca comprar DVDs piratas. Nessa mesma época, a Netflix havia acabado de chegar ao mercado.

Com uma ideia simples. poder assistir a tudo, quando e onde quisesse, pagando apenas um plano acessível. a plataforma conquistou muitas pessoas. Isso fez com que muitos deixassem de piratear, principalmente pela facilidade e praticidade do serviço.

A pirataria diminuiu bastante a partir daí.

Porém, um problema recente surgiu nos últimos anos: a pirataria está voltando.

Ato 2: A volta da pirataria

Não é por maldade ou crueldade do consumidor, mas sim por ser, muitas vezes, a opção mais conveniente.

Gabe Newell, cofundador e presidente da Valve, dizia que a pirataria não é um problema de segurança, mas sim de serviço.

Os serviços de streaming ajudaram a reduzir a pirataria porque ofereciam um produto confiável, acessível e fácil de usar. O problema começou quando várias indústrias decidiram seguir o mesmo caminho.

Surgiram novos serviços, como o Disney+, da Disney, além da Paramount e muitos outros.

Com tantas opções disponíveis, torna-se impossível ter acesso a tudo de forma simples. Para assistir a todos os conteúdos desejados, é necessário assinar vários serviços de streaming, o que pesa no bolso e dificulta o acesso.

Esse é um dos principais motivos para a pirataria estar voltando.

Ato 3: Como esse problema pode acabar

Esse problema pode ser resolvido da mesma forma que foi amenizado no passado: oferecendo um serviço melhor do que a pirataria. Quando o acesso é fácil, o preço é justo e o catálogo é atrativo, o consumidor naturalmente escolhe o caminho legal. A solução não está em punir mais, mas em tornar os serviços mais acessíveis, talvez com preços mais equilibrados, menos fragmentação de conteúdo e opções mais flexíveis de assinatura. No fim das contas, quando consumir legalmente é simples e conveniente, a pirataria deixa de ser a escolha mais vantajosa.

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O fim da fragmentação resolveria. Do mesmo jeito que existe a neutralidade da rede e a proibição do bloqueio de celular por operadora, poderia existir algo como proibição de acordo de exclusividade de filmes de séries. Se todas conseguissem exibir tudo, aí verdadeiramente o problema poderia se concentrar em preço e serviços bons.